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No Dia do Luto — Traição romance Capítulo 362

— Mamãe, por que o papai sumiu?

No caminho para casa, Denise perguntou baixinho a Lúcia.

Ela tinha se divertido tanto naquele dia. Se pudesse sair à noite para passear sempre com o pai e a mãe, seria perfeito.

Lúcia manteve o sorriso.

— Talvez tenha aparecido alguma coisa. Vamos, hora de voltar e dormir.

Denise assentiu e abraçou com força o braço da mãe.

Na manhã seguinte, Lúcia acordou cedo. O céu ainda estava só clareando. Quando viu a hora, eram seis em ponto.

Denise dormia profundamente. Lúcia foi se lavar sozinha.

“Eu sou bom com a Adriana porque eu devo a ela. A morte do pai dela foi por minha…”

De repente, a frase inacabada de Antônio voltou aos ouvidos.

Na noite anterior, Lúcia não tinha prestado muita atenção. Agora, lembrando, achou estranho.

A morte do pai de Adriana?

O que isso tinha a ver com Antônio?

Se ele queria inventar uma desculpa, precisava mesmo ir tão longe?

Ou seria que ele realmente escondia algo, uma dor, um motivo?

Assim que o pensamento surgiu, Lúcia deu um tapinha no próprio rosto.

Chega. Adriana ligava e Antônio ia na hora — isso não era amor?

Como ela ainda podia ser tão mole?

De manhã, Lúcia tentou ligar para Antônio, mas não conseguiu. Denise também não queria voltar tão cedo.

Então Lúcia decidiu tirar mais um dia de descanso e levar a filha para passear e comprar roupas.

Na empresa, ela já tinha avisado a assistente e alguns gerentes: qualquer coisa urgente, que ligassem.

Era dia útil, no shopping mais luxuoso do centro, também não havia muita gente.

Fazia tempo que Lúcia não levava a filha para comprar sem parar. Em pouco tempo, já não conseguia carregar as sacolas e precisou pedir o serviço de entrega do shopping.

As duas andaram até a tarde. Denise cansou, Lúcia procurou uma confeitaria bem falada ali perto e levou a filha para descansar.

E Santiago também não tinha lhe contado…

Um traço de constrangimento passou pelo rosto de Lúcia. Já que Thiago tinha visto, não havia por que esconder.

— Sim. Esta é minha filha, Denise. Denise, este é o tio Thiago. Cumprimente o tio.

Denise falou, obediente:

— Oi, Tio Thiago!

— Oi. — Thiago sorriu, e os traços firmes do rosto pareceram banhados de luz, aquecendo o coração.

— Sua filha é linda. Igual a você.

— O Sr. Navarro sabe elogiar. — Lúcia apertou os lábios e olhou em volta, por instinto. — Você está sozinho?

— Não. Eu marquei com alguém. Você deve conhecer.

Thiago apontou para um lugar mais abaixo. Lúcia seguiu o gesto e viu Sófia Oliveira.

Ela estava à paisana: um vestido amarelo-claro, com um casaquinho amplo verde bem suave por cima. O cabelo, em uma trança grossa caída sobre o peito. Diferente do jaleco branco discreto do hospital, naquele dia ela parecia especialmente doce e bonita.

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