— Comer lanche escondido na pré-escola? — Alice não imaginava que a primeira vez que seria chamada na escola por causa de Constança seria por esse motivo.
— Sim. A professora me contou isso de manhã, mas eu imaginei que você estivesse trabalhando e preferi não te incomodar. — O tom da Zelinda não tinha nenhum traço de irritação, pelo contrário, estava bem tranquilo. — Foi só um bombom de chocolate que outra criança deu pra ela. Ela nem chegou a comer, a professora já pegou o doce. Não é nada grave, você não precisa se preocupar.
Alice, no entanto, não estava preocupada. Pelo contrário, logo captou um detalhe na fala de Zelinda.
— Uma criança deu um doce para ela?
Ao ouvir isso, Zelinda soube que Alice havia entendido o ponto principal: — Pois é, ela fez uma amiguinha, isso é motivo de alegria. Além disso, a professora disse que, por causa dessa criança que lhe deu o doce, a nossa Constança foi muito popular na pré-escola esta manhã.
Ao ouvir isso, o coração de Alice se aqueceu, sentindo-se imensamente feliz por Constança.
— Bom, era só isso que eu queria te contar. Alice, lembre-se de almoçar direito, não vá esquecer de comer por causa do trabalho. — A ligação terminou com as recomendações de Zelinda.
Quando Samuel Lima entrou no escritório, Alice ainda tinha um sorriso no rosto.
— Que novidade é essa para estar tão feliz? — Samuel perguntou.
— É a Constança. A Zelinda me contou que a pequena fez uma amiga na pré-escola. — Alice respondeu com um tom leve.
— Puxa, isso é uma ótima notícia! — Samuel também se alegrou: — Falando nisso, a Constança se adapta muito bem às coisas, muito melhor do que a própria mãe dela.
Alice concordava com isso. A capacidade de adaptação de Constança era realmente forte; ela conseguia se adaptar a qualquer situação. Desde que, é claro, não cruzassem seus limites.

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