— Alice, eu sei que você não gosta desse tipo de evento. Mas dessa vez é um pedido especial do professor, então você tem que ir. Se não obedecer, vou pedir que o professor lhe ligue pessoalmente. — Samuel Lima, temendo que Alice recusasse, usou o Sr. Alberto Almeida como argumento.
Alice deu uma risada:
— Eu entendi, colega sênior, eu vou.
Ela, é claro, sabia que aquilo era uma demonstração das boas intenções do professor e do colega sênior para com ela. Como poderia decepcioná-los?
Além disso, naqueles dois dias ela estava realmente muito cansada. Não só o seu corpo já não aguentava mais, como Catarina Yunes e os outros pesquisadores sob a sua liderança também estavam exaustos até não aguentar mais.
De fato, eles deveriam descansar um pouco.
Ao ouvir Alice aceitar prontamente, Samuel suspirou aliviado do outro lado da linha:
— Então combinado, prepare-se com antecedência amanhã. Sairemos juntos do instituto ao meio-dia.
Naquela noite, por um milagre, Alice não pediu para o pessoal do laboratório ficar até mais tarde, mas liberou todos para irem para casa no horário certo.
E ela também, excepcionalmente, voltou para casa na hora certa.
Assim que entrou, viu Zelinda sentada no tapete da sala com a Pérola, brincando animadamente com brinquedos educativos.
Ao verem Alice chegar, as duas ficaram surpresas.
— Alice? Como você voltou tão cedo? — Zelinda levantou-se. — Você deveria ter me avisado com antecedência, eu nem guardei comida para você.
Como Alice não voltava para jantar nesses últimos dias, Zelinda só preparava comida suficiente para si mesma e para Pérola.
— Não tem problema, eu peço um delivery daqui a pouco. — disse Alice.
— Mamãe! — A Pérola não via a mãe chegar tão cedo há dias. Ela correu alegremente e atirouse nos braços de Alice.
Alice aproveitou o embalo para pegá-la no colo, olhando para a grande variedade de brinquedos no tapete e para a pilha de livros infantis ilustrados ao lado.
— Zelinda, foi você quem comprou tudo isso? — perguntou ela.

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