Jonas Farias olhou fixamente para Jorge Cavalcanti e respirou fundo. — Jorge, não importa quem seja essa pessoa, você vai me apoiar, não vai?
Jorge não pensou duas vezes antes de assentir. — Claro que sim, nós somos irmãos, é óbvio que eu vou te apoiar!
A respiração de Jonas ficou pesada, e ele permaneceu em silêncio por um momento. Segundos depois, disse em voz baixa: — Me desculpe, Jorge.
Jorge ficou surpreso por um instante, achando que Jonas estava se desculpando por não poder acompanhá-lo na bebida à noite. — Não precisa se desculpar por isso, vá para casa fazer companhia para a sua mãe. Eu chamo o Engenheiro Lins e o pessoal para comemorar, dá no mesmo.
Após se despedir de Jonas, Jorge subiu sozinho para o seu escritório no quarto andar.
Mal entrou no escritório, um forte cheiro de gordura de restaurante invadiu o ambiente. Ele ergueu os olhos e viu uma sacola de comida para viagem em cima da mesa de centro, na frente do sofá da área de descanso.
Naquele momento, o caldo grosso da refeição já tinha vazado, encharcando todo o fundo da sacola de papel. A sacola parecia lixo que acabara de sair de uma lata de lixo.
— Quem deixou isso aqui? — Jorge parou na porta do escritório, questionando o secretário de plantão com o rosto fechado.
O secretário estremeceu, levantou-se rapidamente e correu até Jorge para se explicar: — Sr. Cavalcanti, como essa comida foi trazida pela sua esposa... nós... nós a colocamos no seu escritório.
Antes de Sabrina Saraiva se tornar a Sra. Cavalcanti, ela também costumava levar o almoço para Jorge com frequência.
A diferença é que, naquela época, Sabrina era a assistente pessoal dele. Ela podia entrar e sair do escritório de Jorge à vontade, sem que ninguém a impedisse.
Além disso, o departamento de secretariado era subordinado diretamente a ela. Por isso, ao se depararem com algo trazido por Sabrina, eles simplesmente não sabiam como agir.
Afinal, Jorge só tinha avisado que, daquele momento em diante, Sabrina não podia entrar na Horizonte sem a sua permissão, mas não deu mais instruções.
Mesmo não sendo mais a chefe direta deles, Sabrina ainda era a esposa do presidente! No momento, eles estavam passando por uma crise conjugal, mas quem garantia que, no futuro, eles não se reconciliariam e ela voltaria para a empresa?
Em suma, os funcionários estavam numa situação muito complicada.
Jorge olhou para a sacola de lixo na mesa de centro, e quanto mais ouvia a explicação do secretário, mais irritado ficava. — Joguem essa sacola de lixo fora. Vocês não estão sentindo esse cheiro forte no escritório?

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