Ela acreditava que, desde que se esforçasse, tentasse consertar as coisas e fosse humilde, tudo ficaria bem.
Mas agora, o tratamento de Jorge Cavalcanti para com ela era ainda mais cruel do que o que ele havia dado a Alice Almeida.
Ela só não havia se submetido da mesma forma que Alice!
Ela só havia lutado um pouco por si mesma!
Por que ele a tratava assim? Por quê!
— Srta. Sabrina... — A secretária de plantão aproximou-se com cautela.
— Me chame de senhora! — Sabrina virou-se e gritou furiosamente para a secretária, com uma voz tão alta que ecoou por todo o corredor do quarto andar.
O rosto da secretária ficou pálido de susto, e ela acenou repetidamente com as mãos, pedindo para Sabrina falar mais baixo.
Se ela atrapalhasse os chefes dentro da sala de reunião grande, ela ia sofrer as consequências.
— Se... Senhora! — A secretária corrigiu-se apressadamente. As outras secretárias também se aproximaram, observando Sabrina com cautela.
— Senhora, é melhor que vá embora por conta própria. Se os seguranças subirem...
A situação ficaria realmente muito feia!
Jorge havia ordenado que chamassem os seguranças, e as secretárias não podiam desobedecer.
Mas se esperassem os seguranças subirem para expulsá-la, Sabrina perderia toda a sua dignidade.
Desde a fundação da Horizonte Tech, nunca havia ocorrido um caso de alguém ser expulso pelos seguranças.
E a primeira vez seria logo com a esposa do presidente da empresa; isso seria humilhante demais.
Sabrina, naturalmente, sabia disso e não queria ser expulsa à força.
Ela só pôde engolir a humilhação. Com lágrimas nos olhos, lançou um olhar furioso para as secretárias e virou-se, caminhando sozinha em direção ao elevador.
Parada em frente ao elevador, ela olhou na direção da grande sala de reuniões. Encarando as portas fechadas, seu olhar tornou-se cada vez mais feroz.

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