Zelinda era uma mulher de ação. Assim que disse que ajudaria a procurar um jardim de infância para a pequena Pérola, começou a agir imediatamente.
Naquela noite, após o jantar, Alice Almeida estava acompanhando a pequena Pérola enquanto ela olhava imagens e praticava a fala.
Zelinda aproximou-se de Alice Almeida com a lista de jardins de infância que havia selecionado nos últimos dias.
Depois de explicar as vantagens e desvantagens de cada um, ela apontou para os dois primeiros da lista e disse:
— Eu analisei bem, e esses dois são os melhores. Dê uma olhada, Alice, e tome a decisão final.
— Zelinda, muito obrigada. — Alice Almeida agradeceu profundamente. Se não fosse pela ajuda de Zelinda, ela teria que analisar todas aquelas opções sozinha, o que tomaria muito do seu tempo.
Zelinda sentou-se afetuosamente ao lado de Alice Almeida.
— Você não precisa me agradecer. Eu vi você crescer e a considero como minha própria filha. Fico muito feliz em poder ajudá-la. — Dizendo isso, ela apontou para o primeiro jardim de infância. — Eu recomendo mais este. As condições são excelentes em todos os aspectos, e a escola abrange desde o jardim de infância até o ensino fundamental e médio. Desde que Pérola passe no teste de admissão, ela poderá continuar estudando lá até se formar.
Esses testes de admissão pareciam avaliar só a habilidade da criança, mas na verdade eles mediam a influência dos pais.
Com a natureza do trabalho de Alice e o prestígio de sua instituição, a admissão de Pérola seria a coisa mais fácil do mundo.
Alice Almeida assentiu e olhou para a escola que Zelinda havia recomendado. No entanto, assim que viu o nome, suas pupilas se contraíram.
— Não é adequado que Pérola vá para esta escola.
A escola era, de fato, muito boa. Afinal, fora a escola que ela mesma havia escolhido para Júlio Cavalcanti no passado.
Se Pérola fosse para lá, seria inevitável que encontrasse Júlio Cavalcanti.

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