— Fez muito bem, continue fazendo de agora em diante. — Sabrina, sem paciência para continuar discutindo com Dona Ester, sentou-se no sofá.
Dona Ester sentiu um nó no peito, uma frustração que ela não conseguia nem conter nem descarregar. Ela a seguiu: — Senhora, não pode ser assim. Eu nunca fui responsável pela faxina. Quando a Alice estava aqui, eu nem precisava fazer o café da manhã.
Desde que Alice fora embora, ela não só tinha que preparar as três refeições, como também cuidar de duas crianças, e agora até a faxina sobrava para ela!
Dona Ester estava apenas falando dos fatos e desabafando suas emoções. Ela não sabia que suas palavras haviam tocado diretamente no ponto fraco de Sabrina.
Sabrina acabara de ter uma discussão desagradável com Jorge no escritório, e ele ainda a havia comparado com Alice, dizendo que ela era uma vergonha.
E agora, Dona Ester dizia o mesmo tipo de coisa.
Sabrina respirou fundo e ergueu os olhos para Dona Ester, ainda mantendo um sorriso no rosto. No entanto, aos olhos de Dona Ester, aquele sorriso parecia assustador.
— Ester, quantas vezes terei que repetir para você lembrar que a senhora desta casa agora sou eu!
Dona Ester: — ...
Sabrina pegou um pequeno e elegante espelho na mesa de centro e observou repetidamente seu rosto com o adesivo cicatrizante: — Ester, para que a Alice a contratou no começo?
Dona Ester olhou para Sabrina se admirando no espelho e respondeu com a voz abafada: — Para cuidar das três refeições diárias da família e cuidar do jovem mestre.
Sabrina abaixou o espelho e olhou novamente para Dona Ester: — Agora não tem mais criança para você cuidar na casa. O patrão quase nunca faz as refeições aqui, eu como pouco e sem horário definido. Então, qual é a sua utilidade dentro desta casa?
Dona Ester: — ...
Diante da pergunta de Sabrina, Dona Ester não soube o que responder.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!