A faca estava presa no cinto, e Bernardo tentou puxála várias vezes sem conseguir tirála.
Enfurecido, ele começou a rasgar as roupas de Alice com ainda mais força.
Naquele momento, Bernardo estava extremamente agitado, e toda a sua atenção estava voltada para rasgar as roupas dela.
Era agora!
O olhar de Alice ficou gélido e, usando todas as suas forças, ela cravou o graveto que segurava com violência em direção ao olho de Bernardo.
Mas, bem nesse instante, Bernardo ergueu a cabeça.
Isso fez com que o graveto não atingisse o globo ocular em cheio, mas sim a área logo abaixo do olho.
Por causa da resistência da pele e do osso orbital, e como o graveto não era muito afiado, ele penetrou apenas um pouco.
Imediatamente, o sangue escorreu pela órbita de Bernardo.
Ele soltou um grito de dor, cobrindo o olho com uma das mãos, sua expressão retorcida em agonia, e a mão que segurava Alice afrouxou por um momento.
Aproveitando a chance, Alice o empurrou e começou a correr.
Mas, no fim das contas, ela havia subestimado a resistência de Bernardo. Apesar de ser alto e magro, sua capacidade de suportar a dor era impressionante.
Enfurecido, ele arrancou o graveto que Alice havia cravado em seu rosto. Suportando a dor lancinante do olho sangrando, em poucos passos ele a alcançou.
Desta vez, como um louco, ele jogou todo o peso do seu corpo sobre Alice, derrubando-a no chão.
— Sua vadia! Como ousa me machucar?! — Bernardo parecia uma fera enfurecida, sua voz soando como um rugido doentio.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!