No segundo anterior, as pessoas ainda estavam criticando o Sr. Zózimo. Especialmente depois de ouvirem as provocações de Bernardo Medeiros e sua mãe, achavam o comportamento do chefe simplesmente absurdo.
Pois é, naquele lugar remoto e pobre, onde a água encanada só havia chegado há uns dois anos, como poderia um avião pousar ali?
Mas agora, ao verem o helicóptero pairando sobre suas cabeças, todos arregalaram os olhos de imediato.
— Meu Deus do céu, existe avião assim!
— Os aviões não costumam ter duas asas? Por que esse não tem?
Alguns idosos que nunca haviam saído das montanhas em toda a vida soltaram exclamações de espanto ao verem o helicóptero.
— Vocês não sabiam, né? Isso se chama helicóptero! Ele voa com essa hélice em cima, pode ficar parado no ar e, se tiver espaço suficiente, pousa em qualquer lugar. — Zeca explicou aos idosos.
Depois de falar, ainda lançou um olhar para Bernardo, que não estava com uma cara muito boa.
Ele havia ouvido perfeitamente as críticas que Bernardo e a mãe fizeram ao chefe há pouco.
Ainda bem que o chefe deles era tranquilo; se fosse alguém com temperamento ruim, eles iam ver só!
— Meu Deus, filho! É um avião mesmo! — Dona Perpétua puxou Bernardo, que estava ao seu lado.
Bernardo ergueu a cabeça para olhar o helicóptero, com o cenho levemente franzido, mas os olhos cheios de choque.
Sem mais nem menos, um helicóptero vindo para cá?
— Que grande autoridade veio nos visitar?
— É verdade, chegando num avião desses, e ainda com o Zózimo e os outros vindo receber pessoalmente. Deve ser alguém muito importante, não?
As pessoas ao redor começaram a comentar, com os olhos brilhando ao olhar para o helicóptero.

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