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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 226

No carro, o Sr. Zózimo estava com os olhos avermelhados; ele olhava para Alice Almeida e abriu a boca várias vezes, mas não conseguia pronunciar uma única palavra.

Ao retornar à Prefeitura Distrital, ele imediatamente ordenou que seus subordinados organizassem a acomodação dos moradores evacuados.

Alice Almeida olhou para baixo, observando seu próprio estado deplorável, e depois para Catarina Yunes e o Dr. Vieira, que não estavam em situação melhor, e murmurou com a voz fraca:

— Pessoal, vamos voltar logo para nos limparmos um pouco.

Felizmente, a Hospedaria Municipal ficava bem ao lado da Prefeitura Distrital, então logo todos retornaram aos seus respectivos quartos.

Assim que Alice terminou de tomar banho, começou a organizar as roupas sujas que acabara de tirar.

De repente, a voz do Sr. Zózimo ecoou no pátio da Hospedaria Municipal.

— Srta. Almeida, está aí?

A princípio, Alice achou que tivesse ouvido mal, até que a pergunta se repetiu:

— Srta. Almeida, está aí?

Só então teve certeza de que era, de fato, o Sr. Zózimo chamando por ela lá fora.

— Estou! — respondeu ela, saindo imediatamente para o pátio.

Catarina Yunes, o Dr. Vieira e os outros não sabiam o que o Sr. Zózimo queria naquele momento. Com medo de que Alice fosse maltratada, eles saíram logo atrás dela.

A cabeça quase calva do Dr. Vieira ainda exibia resquícios de espuma de xampu mal enxaguada.

Naquele momento, ele olhava com profunda desconfiança para o Sr. Zózimo e os outros funcionários que o acompanhavam.

O técnico Wilson Costa e outro pesquisador também os observavam tensos, adotando uma postura de quem estava pronto para proteger Alice e Catarina a qualquer momento.

Catarina Yunes apertou os lábios, em silêncio, mas seu coração estava repleto de indignação.

O que aquela gente queria agora?

Se a Diretora Almeida não tivesse dado o alerta antecipado, ao menos metade dos moradores ao pé da montanha não teria tido tempo de fugir.

Será que eles realmente vieram arrumar confusão com a diretora por causa daquela denúncia?

E ainda trouxeram tantas pessoas; queriam intimidá-los por estarem em menor número?

Quanto mais Catarina pensava naquilo, mais injustiçada se sentia, a ponto de seus olhos marejarem.

Lágrimas de emoção escorriam pelo rosto do Sr. Zózimo. Segurando as mãos de Alice, ele tremia sem parar.

— Eu agradeço do fundo do coração, Consultora-Chefe Almeida! Se não fosse pelo seu aviso prévio, nem ouso imaginar as consequências. Eram vidas humanas pulsando ali, e você salvou os moradores lá de baixo!

As mãos de Alice doíam levemente pelo aperto firme do Sr. Zózimo, mas ela compreendia perfeitamente o estado emocional dele.

Ela sabia que a agitação e a euforia dele não vinham de ter salvo o próprio emprego, mas sim do alívio genuíno pelas pessoas da vila.

O Sr. Zózimo era um líder dedicado e responsável, algo evidente por seu aspecto ainda coberto de lama e suor.

Ao retornarem, a equipe do instituto teve a chance de ir para seus quartos, descansar e se lavar.

Mas o Sr. Zózimo e seus homens, logo que chegaram, mergulharam sem pausas na acomodação da população, sem tempo sequer para um gole de água.

Alice sempre soube que tanto ele quanto Zeca eram bons funcionários públicos, verdadeiramente comprometidos; fora por isso que ela havia escolhido a paciência quando fora tratada com desdém e hostilidade.

O Sr. Zózimo balançou a cabeça, com a voz embargada:

— Obrigado a todos vocês... muito obrigado mesmo...

Sem saber como mais poderia expressar a imensa gratidão que inundava seu peito, ele curvou-se profundamente mais uma vez.

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