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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 222

Ao ouvir a ordem do Sr. Zózimo, Zeca arregalou os olhos na mesma hora.

— Chefe, como você pode entrar nessa loucura com ela?! Se isso der errado, você não só será xingado pelo povo, como também vai levar uma advertência dos superiores!

Em seguida, Zeca lançou um olhar furioso para Alice.

— Você diz que assume as consequências, mas o que uma garotinha de fora como você pode assumir?! No final, quem vai se dar mal é o nosso chefe!

Alice mantinha uma aparência calma, mas estava muito tensa por dentro.

— Eu entendo a sua frustração, mas agora não é hora de desabafar. Podemos discutir isso depois que todos forem evacuados.

— Você! — Zeca, enfurecido, fez menção de avançar para discutir com Alice, mas foi contido por um puxão do Sr. Zózimo.

— Chega, Zeca. Faça o que eu disse, chame o pessoal imediatamente e organize a evacuação dos moradores. — O Sr. Zózimo deu a ordem a Zeca mais uma vez.

— Chefe! Já perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu! Esses tais especialistas vêm aqui, agem como se fossem realeza por uns dias, e nos fazem de bobos de um lado para o outro. E quando dá merda, é sempre você quem limpa a bagunça! — Zeca estava indignado, mas vendo a firmeza do Sr. Zózimo, acabou cedendo e foi ligar para chamar a equipe.

Ele sabia que não adiantava discutir. Seu chefe era teimoso e, acima de tudo, sempre colocava a população local em primeiro lugar.

O tempo já havia começado a chuviscar. Depois de descer a montanha, Alice, Catarina e os outros não foram embora; em vez disso, ajudaram o Sr. Zózimo e Zeca a organizar a evacuação dos moradores.

O processo não estava fluindo muito bem. Como Zeca havia previsto, a população reclamava a plenos pulmões por ter que sair de repente.

Felizmente, o Sr. Zózimo era muito querido entre eles, então, no fim, as pessoas estavam cooperando na medida do possível.

— Eu vivi a maior parte da minha vida aqui! Esta montanha é protegida pelos deuses, nunca aconteceu nada!

— É verdade, que história é essa de deslizamento... Isso nunca aconteceu!

Um casal de idosos caminhava com a multidão, com expressões extremamente descontentes, resmungando sem parar.

— Quanto tempo vamos ter que andar? Eu ainda tenho trabalho na roça!

O Sr. Zózimo observou Alice. Ela não se importava nem um pouco com a sujeira nas roupas dos idosos, amparando pacientemente cada um deles para dentro dos ônibus, um por um. Depois, descia para ajudar o próximo.

Sua expressão era séria e focada; não parecia estar apenas fazendo teatro.

O olhar do Sr. Zózimo escureceu levemente, observando Alice com um semblante pensativo.

De volta a Alice, ela havia acabado de descer do ônibus e se preparava para ajudar o próximo idoso a subir quando, de repente, ouviu o grito de dor de uma idosa não muito longe dali.

Era a Dona Dita Ferreira que havia caído.

Alice entregou o idoso que estava ajudando aos cuidados de Catarina e correu na direção da senhora.

— Ah! Vovó... levanta... — Ao lado da senhora caída estava uma criança. Era um menino bem pequeno, magro e franzino, parecendo ser até menor que Júlio. Vestia roupas velhas e sujas, com o cabelo todo emaranhado; de longe, parecia um pequeno boneco de lama.

Naquele momento, o menino estava usando toda a sua força na tentativa de erguer a idosa. Contudo, por ser muito fraco, era uma tarefa impossível. No fim, acabou sendo puxado pelo peso do corpo da senhora e caiu junto. Seu corpinho despencou na poça de lama, cobrindo seu rosto, cabeça e corpo de sujeira instantaneamente.

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