O Sr. Zózimo ficou paralisado, olhando para Alice, uma garota muito mais jovem do que ele. Todo o sorriso efusivo que ostentava no rosto se desmanchou por completo.
Perante Alice, o título "Consultora-Chefe Almeida" simplesmente recusava-se a sair de sua boca.
Ele se limitou a forçar um sorriso rígido, recolheu a mão e acenou com a cabeça em direção a ela. — Olá, bem-vinda.
Alice observou o rosto marcado pelo tempo do Sr. Zózimo e assentiu com um sorriso sutil. — Olá, meu nome é Alice Almeida. Como devo chamá-lo?
— Meu sobrenome é Zózimo. Pode me chamar de Sr. Zózimo. — O semblante do homem não se suavizou nem um pouco diante da cortesia de Alice. Muito pelo contrário, ele adotou uma postura ainda mais desleixada e desdenhosa: — Não fiquem aí parados. Vocês tiveram uma viagem exaustiva, vão para os seus aposentos descansar.
Dizendo isso, o Sr. Zózimo apontou casualmente para um assistente que estava logo atrás dele. — Zeca, acompanhe o pessoal do instituto para que possam descansar.
Em seguida, ele virou as costas e foi embora, com as mãos cruzadas para trás.
O restante dos funcionários seguiu seu exemplo, dispersando-se em fila e deixando o local.
Restou apenas Zeca, plantado ali de pé, cheio de má vontade. Ele estava claramente insatisfeito, mas engoliu o aborrecimento e disse: — Consultora-Chefe... Almeida, certo? Venham comigo.
A atitude patentemente negligente de Zeca enfureceu Catarina Yunes a ponto de ela dar um passo à frente para tirar satisfações, mas foi prontamente contida por Alice.
— Diretora Almeida, olha só a petulância deles...
— Já chega, não está cansada? — Alice sussurrou. Imediatamente após colocar sua enorme mochila nas costas e agarrar as alças de duas malas, ela seguiu os passos de Zeca.
Os cinco membros do instituto acompanharam Zeca até a Hospedaria Municipal, um velho prédio de três andares.
Era fácil deduzir que aquele lugar não via hóspedes há muito tempo.
Eles tinham atravessado meio mundo, enfrentando o cansaço e a distância daquela longa viagem de socorro, apenas para serem chamados de "lixo"!
— É simplesmente um absurdo! — O Dr. Vieira soltava fogo pelas ventas de tanta revolta, de forma que até os parcos fios sobre a sua cabeça murcharam de decepção.
Alice se inclinou, apanhou as chaves atiradas ao chão e as distribuiu uma a uma aos demais. — Pronto, não se aborreçam. Todo mundo trabalhou exaustivamente hoje, vamos para os quartos largar essa bagagem primeiro.
Catarina encarava Alice com inconformidade: — Diretora, você não sente raiva não?!
Alice olhou para a subordinada e respondeu num tom bem-humorado: — Você se esqueceu de como me tratou quando eu cheguei ao instituto?
Catarina estacou, arregalou os olhos e, em seguida, ficou com o rosto ruborizado. — Eu... eu nunca fui tão desprezível quanto eles!
O Dr. Vieira e o restante dos pesquisadores também coraram de constrangimento, afinal, como poderiam ter se esquecido daquilo? No início, quando Alice chegou de repente ao instituto de pesquisa, todos eles a olhavam com extremo desdém, e até chegaram a suspeitar que ela mantivesse um caso extraconjugal imoral com o Diretor Lima.

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