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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 188

Júlio Cavalcanti ficou confuso com a fala de Camila Cavalcanti: — E a minha mamãe?

Todos sabiam que a mamãe da qual ele falava era Alice.

— Ela não sabia ser uma mãe para você, por isso a mandamos embora. Logo logo, a tia Sabrina vai ser a sua nova mãe. Você não gostava tanto dela? Não queria que ela fosse sua mãe? Agora seu desejo se tornou realidade, não está feliz? — respondeu Camila com um sorriso.

Júlio fixou os olhos atônito em Camila e depois olhou para o pai: — Papai, é verdade o que a titia está falando?

Jorge Cavalcanti achava que Júlio era muito pequeno, e sem querer estender as explicações, apenas acenou com a cabeça: — Sim, é verdade.

Ao receber a resposta confirmada, Júlio arregalou os olhos, varrendo o olhar entre todos os adultos ali presentes.

— O que foi, Júlio? Você não gostou da novidade? — perguntou Camila.

Júlio chacoalhou a cabeça. Não sabia explicar direito o que sentia.

Acabou voltando o olhar para a sua tia Sabrina e viu que ela o observava também. Com os olhos vermelhos, parecia ter chorado há pouco.

Ele não queria ver a tia Sabrina triste; afinal, ele gostava dela!

Logo o seu rosto abriu um sorrisão iluminado: — Eu gostei!

E, lançando-se novamente nos braços de Sabrina, fez manha: — Que maravilha, a tia Sabrina finalmente é a minha mamãe!

Jorge, que acompanhava a animação do pequeno em relação a Sabrina, ficou com o olhar carregado de obscuridade.

Seja como for, pelo menos Sabrina será melhor a educar a criança do que Alice.

...

Vendo a aflição de Henrique, Hugo decidiu não prolongar o suspense: — Hoje, eu vi a Alice.

— Alice? — Henrique engasgou por um momento, e associou o nome rapidamente à gênia: — Quer dizer que a garota gênio se chama Alice?

— Isso mesmo! — Hugo Oliveira concordou, não disfarçando a empolgação no seu olhar ao falar dela. Contudo, percebendo uma alteração na fisionomia de Henrique, perguntou intrigado: — Algum problema?

Henrique esboçou um sorriso embaraçado: — Não é nada, só achei uma coincidência curiosa. A minha inútil da minha ex-nora também tinha Alice no nome.

Hugo sorriu de leve: — Sério? Mas que coincidência! Alguém com os méritos para fazer parte da família do meu irmão Henrique como nora com certeza deve ser uma pessoa incrível.

Eles podiam até não se conhecer há tanto tempo assim e conversar tranquilamente, mas Hugo não era tolo. Ele percebia uma pequena nuvem de presunção nas posturas de Henrique. Entendia que qualquer um dificilmente encontraria o padrão desejado para agradar os seus gostos exigentes.

Para a surpresa de Hugo, Henrique falou, mexendo as mãos sem jeito, exatamente o oposto: — Ai, já não tenho medo que você ria de mim… A minha exnora não passa de uma dona de casa comum. A única coisa que ela sabia fazer era cuidar do marido e dos filhos. No resto, ela não servia para nada.

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