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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 162

Catarina Yunes não conhecia Jorge Cavalcanti, mas no salão da conferência ela havia sido parada inexplicavelmente por ele, que a chamava de Srta. Almeida o tempo todo.

Portanto, ela não simpatizava com Jorge.

Neste momento, vendo-o se aproximar, ela imediatamente deu um passo à frente e o impediu friamente: — Com licença, a Diretora Almeida precisa descansar agora.

Contudo, Jorge não parou de se aproximar. Ele olhou para a deslumbrante Alice Almeida diante dele; seus sentimentos nunca haviam sido tão complexos como agora.

Naquele momento, ele tinha muitas coisas a perguntar e muitas coisas a dizer.

Porém, ao encontrar os olhos serenos e inabaláveis de Alice, tudo o que finalmente conseguiu perguntar foi: — Por que não me contou?

Sua voz tremia levemente, misturada com censura, confusão e um arrependimento que nem ele mesmo havia percebido.

— Sr. Cavalcanti, o que eu precisava lhe contar? — Alice abaixou o copo e olhou para Jorge com seriedade e firmeza.

A atitude fria e distante da mulher fez o coração de Jorge tremer: — Alice, como você me chamou?

— Sr. Cavalcanti. — Alice enfatizou o tom, sua expressão tornando-se ainda mais distante e gélida. — Se for sobre o edital de licitação da parceria, por favor, verifique as informações do anúncio no site oficial do instituto ou na plataforma de serviços públicos. Não adianta vir falar comigo em particular, tudo nosso segue processos públicos.

A atitude estritamente profissional de Alice fez Jorge se sentir extremamente estranho.

Uma forte sensação de descontrole o envolveu firmemente, e um pânico desconhecido se espalhou pelo fundo do seu coração.

— Alice! — O sempre comedido Professor Jorge, neste momento, ignorou a ocasião e elevou a voz bruscamente.

Esta já era a segunda vez que ele perdia a compostura no dia.

A primeira vez foi na coletiva de imprensa, quando Samuel Lima anunciou que Alice era a Diretora do Centro de Pesquisa. Naquele momento, a falta de compostura de Jorge foi uma reação instintiva após um choque sem precedentes.

Mas, sobre o motivo de sua falta de compostura desta vez, nem o próprio Jorge saberia explicar.

Ele só sabia que aquela sensação de descontrole e desequilíbrio o deixava muito desconfortável e irritado!

Com o grito de Jorge, o canto onde ele e Alice estavam se tornou inquestionavelmente o centro das atenções de todo o coquetel.

— Professor Jorge... eu não estou me sentindo bem. Por que não vamos embora?... — Sabrina Saraiva se aproximou e segurou levemente o pulso de Jorge. Embora estivesse se contendo ao máximo, seu tom ainda misturava um pânico e uma urgência difíceis de esconder.

Atrás de Sabrina, Bruno Mendes e os outros olhavam para Jorge em silêncio.

Aquela foi a primeira vez que eles viam seu próprio Diretor perder tanto o controle.

Ao mesmo tempo em que tinham curiosidade sobre a relação entre Jorge e Alice, eles se preocupavam mais com a possibilidade de Jorge ofender Alice, o que poderia afetar a Horizonte Tech.

No entanto, Jorge fez ouvidos moucos e olhos cegos para tudo aquilo.

Sua visão parecia ter se estreitado de repente, tão estreita a ponto de só enxergar Alice.

Ele não podia aceitar que Alice estivesse falando com ele com aquela atitude profissional e indiferente.

Aquela mulher que, no passado, o colocava em primeiro lugar em tudo, agora o advertia de forma tão gélida e indiferente.

— Olha, as coisas estão animadas por aqui. — A voz de Sebastião ecoou num tom casual.

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