Falava como se não tivesse nada a ver com ela, o que tornava tudo ainda mais aterrorizante.
A Sra. Brito estava arrastando Arthur para o inferno, passo a passo, usando sua fachada de doçura.
Ela não se cansava de colocar nele as correntes de ter matado o próprio irmão, torturando-o e destruindo-o física e mentalmente.
Tania fechou os olhos. Um desejo de proteção sem precedentes brotou de seu coração.
Com o rosto gélido e os olhos escuros transbordando frieza, ela deu passos lentos e firmes. Sua voz soou clara na entrada da sala: — Parece mesmo inesquecível.
A aparição de Tania pegou todos de surpresa.
Na sala, além de Arthur e da Sra. Brito, havia uma fileira de seguranças de terno preto, com expressões solenes e as mãos nas costas, posicionados atrás da mulher.
Sob a luz brilhante do lustre de cristal, Arthur enfrentava a Sra. Brito sozinho.
A luz era intensa, mas sem calor, banhando-o e apenas evidenciando sua solidão.
Tania jogou a pasta sobre a mesa de centro e caminhou confiantemente para se sentar bem no meio do sofá.
Ela cruzou as pernas e virou o rosto para olhar para a Sra. Brito, Franciele. Quando seus olhares se encontraram, ambas ficaram momentaneamente surpresas.
Tania não esperava que ela fosse tão bonita.
A Sra. Brito também não esperava que aquele rosto... lhe fosse tão familiar.
Franciele já passava dos cinquenta, mas ainda possuía uma beleza de virar cabeças.
O tempo e a idade não a haviam murchado; pelo contrário, acrescentaram-lhe uma elegância e um charme majestoso.
E Arthur e Franciele eram muito parecidos.
Tania sempre achara a beleza de Arthur impressionante, e agora encontrava a origem dela em Franciele.



Ao enfrentar Franciele, Tania não ousava baixar a guarda, mantendo uma expressão de calma e indiferença inabaláveis.
Ela nunca subestimava um oponente, muito menos alguém tão hábil em jogos psicológicos como Franciele.
Para ter se tornado a matriarca da Família Fontes e depois se casado novamente com a família de um duque, ela certamente tinha inteligência além de sua beleza.
Além disso, era a mãe de Arthur.
Se Arthur a odiasse completamente, não continuaria a tratá-la com pronomes de respeito.
E Franciele usava todos os meios possíveis para oprimi-lo e destruí-lo, provavelmente se aproveitando da culpa dele.
Aquele irmão que ele supostamente havia "matado" devia ser o ponto de ruptura da relação dos dois.
Milhares de pensamentos passaram por sua mente em um piscar de olhos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Queria Sejamos Casais? Ok, Me Chame De Cunhada!
Autor se lembre de nós por favor...
Oi, desde novembro 2025 sem atualização.... Será q o autor esqueceu de continuar escrevendo? Não é o primeiro livro que leio pra chegar em determinada parte e simplesmente morrer ali... sinceramente, desculpe se estou errada, mas acho uma falta de respeito pra quem,como eu, ama ler.......
Espero que o autor atualize, paguei pra ler esse livro no app,n tinha nesse site ainda. Parou no mesmo capítulo. Mas a última atualização foi em dezembro. Nesse site foi esse ano. Estou com grande expectativa...
Podem continuar atualizando. Melhor livro...
Atualizem logo. Estou gostando muito desse livro...
Cadê os outros capítulos...
Cadê mais capítulos...
??...
Porque parou de atualizar???...
Atualização por favor...