Do centro da cidade até o aeroporto havia um trecho de rodovia que serpenteava por penhascos íngremes e montanhosos, era uma estrada perigosa.
Enquanto dirigia, Gustavo falava ao telefone.
Não se sabia quem estava do outro lado, mas Gustavo franzia as sobrancelhas com força, o tom grave.
— Estou a caminho do aeroporto, a previsão é chegar lá de madrugada.
— Sim... assim que pousar, vou direto encontrar...
Gustavo não teve tempo de terminar a frase.
De repente, ouviu-se o rugido de um motor de carro atrás dele. Rapidamente, um carro branco e discreto emparelhou com seu Maybach preto.
Os dedos de Gustavo, segurando o celular, pararam. Ele franziu o cenho violentamente, o coração deu um salto e, sem motivo aparente, teve um pressentimento muito ruim.
Seu rosto esfriou, e ele disse ao telefone:
— Espere um pouco, tenho um problema aqui...
Naquele momento, a estrada estava silenciosa ao redor. Além dele e do motorista do carro branco, não havia outros veículos passando, a rodovia na encosta da montanha era remota e deserta.
Gustavo nem teve tempo de desligar.
Ouviu-se apenas um estalo seco.
Uma bala com silenciador foi disparada diretamente contra Gustavo, cortando o ar com um assobio agudo.
As pupilas de Gustavo contraíram-se bruscamente. Seu rosto fechou-se, e ele girou o volante rapidamente, desviando-se por pouco do tiro.
Zunido!
A bala raspou a lataria do capô, ricocheteou e deixou uma pequena marca.
O coração de Gustavo batia acelerado. Com o rosto sombrio, ele firmou o volante e olhou friamente para o lado, vendo o motorista do carro branco desacelerar para emparelhar novamente.
O vidro do carro branco foi baixado lentamente, revelando um rosto familiar.
Era Herbert!
— Poupe-me. Nós dois sabemos quem somos.
— O mandado já foi emitido, a polícia está agindo. A rede da justiça é vasta e não deixa nada escapar. Você sabe muito bem disso, não sabe?
Os lábios de Gustavo curvaram-se lentamente num arco, ele ergueu uma sobrancelha e seu tom tornou-se ainda mais zombeteiro.
— Você sabe que não tem escapatória, que sua hora chegou. Por isso quer levar alguém junto. Veio me procurar hoje só para me matar com suas próprias mãos antes de morrer, para me arrastar para o inferno com você.
Click.
Herbert engatilhou a arma novamente, sorrindo friamente sem emoção alguma, com um tom orgulhoso:
— Fico feliz que meu filho conheça tão bem o pai que tem.
Com uma frieza absoluta, Herbert apontou a arma para a têmpora de Gustavo e, sem hesitar, puxou o gatilho.
Mais um zunido.
Gustavo manteve a calma, girou o volante com frieza e desviou novamente por um triz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Na Noite da Tempestade, Eu Escolhi Partir
Pessoal aqui da plataforma,agora que os capítulos são pagos eles tem que pelo estarem completo tem capítulos aqui que estão incompleto dificultando o entendimento da história por favor revisem para nós leitores não ficarmos sem a história completa 😕...