Marcos e Gabriela aguardavam ansiosamente a resposta de Carla.
Gabriela suou frio por Antonio.
Sexta-feira era o dia em que Carla havia marcado com Antonio, e ela queria muito vê-lo.
Ela poderia não ir ao banquete de estreia da filha na família Monteiro; bastava Ricardo levar Beatriz.
Carla disse: — Eu vou viajar a trabalho na sexta-feira. Além disso, vamos nos divorciar em breve, não há necessidade de me apresentar. Você pode levar Beatriz sozinho.
Ela não mencionou que iria para Vitória, com medo de causar problemas. Ainda bem que não havia comprado a passagem, senão ele descobriria.
Ricardo sentiu um nó no peito; ela não queria ter nada a ver com ele de jeito nenhum.
Ele conteve a raiva e baixou a voz para parecer mais calmo: — Você não reclamava antes que eu não abria caminhos para você? Agora a oportunidade chegou, por que não quer?
Não sei quantas pessoas brigariam por uma vaga no banquete da família Monteiro.
Carla lançou-lhe um olhar e disse: — Abrir caminhos? Se você não atrapalhar os meus caminhos profissionais, eu já agradeço a Deus. No meu primeiro dia de trabalho na StarLink Tech, você quis dar o meu emprego para Natália Fontes.
Se Rafael Martins não tivesse impedido, eu não sei em que canto estaria agora. Esperando pela sua piedade, Sr. Monteiro.
Ricardo explicou: — Naquela época, eu só queria que você girasse em torno de mim. Colocar Natália na StarLink Tech foi apenas para promovê-la, era uma moeda de troca para atrair Henrique Fontes e as pessoas por trás dele para a Nexus AI mais tarde.
Você já sabe o resultado, por que continua guardando rancor?
Carla também não sabia o porquê, mas sempre se lembrava daquelas coisas desagradáveis do passado.
Provavelmente porque tinha uma memória muito boa.
Além disso, ele não a escolheria primeiro. Mas ela não disse isso; se dissesse, pareceria que se importava muito com ele.
Ricardo não disse mais nada e abaixou a cabeça, comendo em silêncio.
O silêncio dele não afetou a conversa dos outros. Carla preparou a comida para Beatriz, que acenou com a colherzinha indicando que comeria sozinha.
As habilidades motoras finas de Beatriz eram boas; ao comer sozinha, apenas sujava a boquinha com comida, sem espalhar por todo lado.
Ela ainda estava toda feliz por ter a companhia do papai e da mamãe, e perguntou se os dois poderiam dormir com ela.
Ricardo: — Sim!
Carla: — Não!
Beatriz olhou para eles confusa: — Afinal, é sim ou não?
Ricardo apressou-se em dizer: — O papai diz sim, tente convencer a mamãe.
Carla lançou um olhar feroz para Ricardo; ele estava usando a filha de novo.
Ela virou a cabeça e disse suavemente para Beatriz: — O papai e a mamãe vão se separar, não vamos mais dormir com você.
Beatriz via nos desenhos animados que os pais das crianças moravam juntos. Ela não conseguia entender e disse teimosamente: — Eu quero o papai e a mamãe juntos. Não se separem, se vocês se separarem, eu não serei um bebê feliz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Na Audiência Do Divórcio, Ele Usou Nossa Filha Para Me Reter