Ricardo ficou calado, pois sabia que qualquer coisa que dissesse agora seria inútil e ela não acreditaria.
Ele só podia provar com ações que nunca a traiu.
Ele não era um homem qualquer. Já havia preparado o plano de Natália há muito tempo, mas houve um desvio na execução, o que atrasou tudo.
Carla riu amargamente ao falar: — Se não fosse pelo Antonio, eu provavelmente já estaria morta a essa altura.
— Você provavelmente derramaria algumas lágrimas segurando minha lápide e, em seguida, viraria as costas para viver feliz com a Natália.
Ricardo olhou para os lábios rosados dela se movendo e não conseguiu controlar a agitação em seu peito.
Ele beijou os lábios dela diretamente, com as mãos segurando firme sua cintura fina. O leve perfume de Carla misturado com o cheiro de desinfetante do hospital lembrava a Ricardo que ela tinha acabado de trocar juras de amor com outro homem.
Ele beijou com mais força, apertando-a ainda mais, como se quisesse fundi-la em seus ossos e sangue.
Não importava o quanto Carla lutasse, desta vez ele não a soltaria.
Ricardo tentou abrir os dentes de Carla com a língua para se envolver ainda mais com ela.
Carla abriu levemente a boca e mordeu a língua dele sem hesitar. Ricardo sentiu tanta dor que suas pupilas dilataram.
Carla só soltou a língua macia quando o gosto de sangue se espalhou por sua boca.
Ricardo sentiu tanta dor que ficou sem fala por um tempo. Carla aproveitou a chance para se soltar e tentar correr para fora, mas Ricardo avançou novamente e a pegou no colo de imediato.
Carla quis gritar, lembrando que havia um apartamento ao lado, embora nunca tivesse visto os vizinhos.
Ricardo disse: — Não desperdice sua energia. O dono do apartamento ao lado sou eu. Senão, por que você acha que os seguranças sempre me deixam entrar quando venho aqui?
Carla chutou e se debateu nos braços dele. A força dos braços e da cintura daquele homem era impressionante. Por mais que Carla fizesse barulho, ele a segurava com firmeza.
Carla queria muito se soltar dele e mordeu diretamente o peito dele. Por coincidência, ela mordeu bem na cicatriz que havia feito anos atrás. Ricardo franziu a testa de dor, mas ainda não a soltou.
Carla mordeu até sangrar, e Ricardo apenas soltou um gemido abafado, deixando-a fazer o que quisesse.
Ele não acreditava que ela conseguisse arrancar aquele pedaço de carne.
O sangue espalhouse pela sua camisa bege, formando uma mancha semelhante a uma flor despedaçada, tal como o seu frágil casamento.
Carla soltou a boca e xingou: — Louco.
Ricardo não ficou com raiva nem irritado. Pelo contrário, havia um sorriso estranho em seu rosto, como se estivesse provocando Carla.
Ele ergueu o canto dos lábios: — Foi você quem me deixou louco.
Carla estava completamente exausta e perguntou a ele: — Aonde você quer me levar afinal?

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