Ao seu lado, havia uma mulher que tinha rasgado as roupas da amante do marido na rua. A mulher estava sentada chorando, pois o marido se recusava a pagar a fiança para tirá-la de lá.
A mulher reclamava das injustiças do mundo, perguntando por que destruir um casamento não era crime, mas tentar defendê-lo resultava em punição legal.
Após entrar, Carla ficou tranquila e nem pensou em quanto tempo ficaria ali.
Ela ouviu calmamente as queixas da mulher. Quando a mulher se cansou de chorar, perguntou o motivo de Carla estar lá.
Carla respondeu com tranquilidade que havia batido na avó e na mãe da amante do seu ex-marido e as mandado para o hospital, e que fora o próprio ex-marido quem chamou a polícia.
A mulher se surpreendeu e disse que Carla não pensou direito, por que bater em pessoas que não tinham a ver? Deveria ter batido logo na amante.
Carla então explicou que já tinha ferido a amante na cabeça antes e, recentemente, havia feito a amante ser presa, mas o ex-marido usou a guarda da filha para libertar a amante.
A mulher ficou chocada. Achava que seu próprio marido não prestava, mas não imaginava que a moça bonita à sua frente passasse por uma situação muito pior.
Carla disse à mulher que não precisava chorar, e que o marido dela era melhor do que o seu ex, já que ele apenas a traíra, mas não queria destruí-la.
O ex-marido dela era diferente; a todo momento ele queria acabar com ela.
A mulher ficou sem palavras, sem saber como confortar Carla.
Carla, no entanto, falou como se não fosse nada: — Daqui a pouco, quando os meus amigos vierem me visitar, eu vou pedir para eles pagarem a sua fiança e tirar você daqui também.
A mulher abraçou Carla e a chamou de anjo, sugerindo ainda que, ao sair, fosse rasgar as roupas de Natália no meio da rua.
Para que ela perdesse a vergonha na cara; Carla só precisava achar alguém para tirá-la de lá.
Carla respondeu: — Não precisa, o meu ex-marido protege ela como se fosse a própria vida, não vá arranjar problemas para você. Volte e viva a sua vida, uma traição não é o fim do mundo.
A mulher admirou a serenidade de Carla, mas, na verdade, era apenas dormência.
Depois de um tempo, o policial a liberou, pedindo que assinasse os documentos e informando que estava tudo resolvido.
Gustavo, Rafael e Antonio foram buscá-la.
Antonio se apressou e abraçou Carla, que estava distraída. Sentindo o corpo fraco, Carla não afastou Antonio.
Pelo contrário, sentiu que o abraço dele era acolhedor.
Carla perguntou confusa: — Como assim estou livre?
Antonio a soltou e explicou: — Você cometeu excesso de legítima defesa, o Dr. Gustavo usou os seus laudos médicos para te ajudar. Você tem depressão grave e elas provocaram primeiro.
Amanhã você vai precisar ir ao hospital fazer uma avaliação psiquiátrica. O laudo das lesões das duas mulheres ainda não saiu, vai ser feito no hospital da família Monteiro, e eu estava com medo de armações.
Já entrei em contato com os meus conhecidos para tentar trocar de hospital e eles disseram que arrumaram um hospital reserva para fazerem a avaliação em conjunto.
Carla agradeceu e pediu que Gustavo pagasse a fiança para liberar a mulher de antes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Na Audiência Do Divórcio, Ele Usou Nossa Filha Para Me Reter