Ricardo não reagiu ao choro de Carla. Inclinou-se, encostou os lábios na orelha dela e disse: — Eu já disse que sou eu quem decide quando este casamento acaba. Mesmo que eu tenha cem filhos espalhados por aí, você vai ter que aturar tudo. É o que você me deve.
— Desgraçado. — Carla deu um passo para trás e se preparou para dar um tapa nele.
Ricardo segurou a mão dela com extrema precisão e disse em um tom grave: — Não me provoque. Eu não sou tão compreensivo assim.
Depois de dizer isso, ele foi embora furioso.
Carla estava sem forças; tudo o que queria era consertar o celular.
Rafael achou que Carla tinha ido embora e, depois de conversar com os técnicos, pegou o carro e saiu.
O celular de Carla estava quebrado e ela não conseguia chamar um táxi. Ao sair, viu Ricardo colocando Natália no carro.
Os braços de Natália envolviam o pescoço dele. Carla achou a situação muito irônica; antes, Ricardo sempre dizia que eles precisavam evitar intimidades em público. Pelo visto, a restrição era apenas para ela.
Ele a ignorou completamente. Carla disse irritada: — Você quebrou meu celular, me dê dinheiro. Quero chamar um táxi para ir embora.
Ela não tinha dinheiro vivo na bolsa.
Ricardo virou-se para Felipe e disse: — Chame um carro para ela.
Carla não queria que ele soubesse onde ela morava agora e recusou: — Não precisa, só me dê o dinheiro do táxi.
Ricardo a ignorou e entrou direto no carro.
Felipe sempre desprezou Carla, achando-a uma mulher sem amor próprio. Perguntou impaciente: — Onde a Srta. Sousa mora, afinal? Me dê o endereço.
Carla foi embora sem nem olhar para trás. Preferia voltar a pé do que deixá-los saber onde morava.
Com total aversão, Felipe já ia puxá-la, mas Hugo e os outros saíram na mesma hora, colocando-se na frente de Carla e perguntaram: — O que você está fazendo? Puxando uma mulher assim.

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