Natan ergueu uma sobrancelha...
Oito?
Que apetite!
Philipe largou o copo de bebida e desceu as escadas furioso.
Ao notar que Natan o seguia, ele ficou um pouco irritado: — Por que está me seguindo?
Sua própria mulher estava contratando modelos masculinos, e logo oito de uma vez, fazendo parecer que ele não dava conta do recado. Para piorar, seu amigo tinha acabado de descobrir. Como ele iria olhar para os amigos depois disso?
Natan parecia sério, mas escondia um sorriso divertido nos olhos: — Vou dar uma olhada no estilo desse "Natan Genérico".
Dois minutos depois, na porta do camarote de Heloísa, Philipe viu imediatamente os oito modelos ao redor de Heloísa e Sirlene. Havia quem servisse bebida, quem descascasse camarão, quem massageasse os ombros, quem contasse piadas...
Todos faziam o possível para agradá-las.
O rosto de Philipe ficou verde de raiva na mesma hora.
Heloísa ria sem parar, parecendo um peixe na água, com uma expressão de "eu mereço ser tratada assim".
Ela mordeu o camarão que o modelo levou à sua boca, olhou para Sirlene e seus lábios se curvaram incontrolavelmente: — E aí? Ele não é a cara daquele Natan?
Sirlene baixou os olhos para olhar o jovem que estava enrolando um crepe de pato assado para ela. Ele tinha traços claros, um nariz reto e lábios finos que realmente lembravam Natan.
— Sim.
Ela tinha que admitir, a beleza de Natan era uma escolha criteriosa de Deus.
Qualquer um de seus traços faciais seria o suficiente para impressionar os outros.
— Todos dizem que eu me pareço com o Sr. Bittencourt. Você também me escolheu por causa dele? — O jovem se chamava Matteo Rossi.



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