Quando ela não disse nada por alguns minutos, decidi seguir em frente e dar a mensagem que deveria entregar antes.
“Evelyn, isso pode parecer um pouco estranho, mas eu tive a oportunidade de falar com a Deusa da Lua há alguns meses.”
“Porque você é a escolhida” ela disse, sem levantar a cabeça da mesa.
Ok, definitivamente telefone sem fio de notícias do calabouço.
“Sim. Ela me deu uma mensagem que eu deveria te entregar quando te visse. Sinto muito por não ter te dado a mensagem antes, mas tudo meio que aconteceu muito rapidamente…”
“Qual era a mensagem?” Evelyn perguntou. Sua cabeça continuava deitada na mesa, mas seu tom era curioso.
“Ela disse que você às vezes faz uma pergunta quando ora. Normalmente é a mesma pergunta, e ela queria respondê-la para você.”
Evelyn se sentou. “O que... qual foi a resposta?”
“Sim, ela vai e mais.”
Evelyn começou a sorrir e chorar ao mesmo tempo.
“Eu presumo que você saiba do que ela tá falando, certo?” perguntei curiosa.
Evelyn acenou com a cabeça. “Sim. Pelo menos acho que sim. Quando eu soube pela primeira vez que Brady estava com outra pessoa, fiquei furiosa. Eu orava à Deusa da Lua para que não fosse verdade, e que se fosse verdade, ela te afastasse dele. E então, no final de cada oração, eu fazia uma pergunta. Eu a fazia retoricamente, mas eu a fazia sempre.”
“Qual era a pergunta?” Charlotte perguntou curiosa.
Evelyn olhou para baixo novamente. “Eu... eu não sei se devo dizer...”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Minha vida à sombra da minha irmã