Ernesto segurou a tigela de caldo de carne com as mãos, soprou levemente algumas vezes e a levou até os lábios dela: “Você precisa mesmo falar desse jeito sarcástico?”
Samara virou o rosto, recusando aceitar a gentileza dele.
Geovana também se apressou em explicar: “Senhora Vieira, a senhora entendeu errado. Vim apenas buscar o carro. O senhor Siqueira pediu para que eu comprasse isso no caminho. Ele realmente se preocupa muito com a senhora.”
Ernesto então colocou a tigela na mesa com indiferença e a interrompeu: “Pode voltar para a empresa. Não adianta falar com quem não tem gratidão.”
Geovana olhou para ele com certa hesitação e desapontamento no olhar, mas ainda assim assentiu educadamente: “Está bem, entendi.”
Assim que a porta do quarto se fechou,
Ernesto pegou novamente a tigela de caldo, se voltou para Samara e falou em tom de advertência: “Vou dizer pela última vez, eu não sou tão indulgente quanto Fábio. Se você continuar se recusando a comer, não me force a ser mais rigoroso com você.”
Samara ficou furiosa, cerrando os dentes como uma gata selvagem irritada, mostrando os dentes.
Mas ela sabia que resistir era inútil.
Se Ernesto dizia que faria, ele realmente faria.
No fim, ela cedeu e abriu a boca obedientemente.
Depois de quase três dias apenas bebendo água, ela de repente achou o caldo delicioso.
Ernesto soprou cada porção para amornar antes de alimentá-la.
No final, Samara ficou tão ansiosa que não conseguia esperar, murmurando baixo: “Mais rápido, mais rápido, ainda quero comer, você está soprando devagar demais.”
“Estou cuidando de você e ainda reclama.”
Ele resmungou, mas sorria.
Apenas ela ousava falar com ele daquele jeito.

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