Após sua saudação, Peter observou Lancelot se afastar dele, indo em direção à porta do palácio. Ele suspirou, preocupado. No fundo, ele temia por Roxanne e desejava mais do que tudo, que Lancelot finalmente lhe contasse a verdade e o verdadeiro motivo de ela estar aqui.
"Vamos participar da festa!" A voz de Roxanne gritou, a poucos centímetros dele. Peter saiu de seus pensamentos e virou-se rapidamente para ela.
Fale no diabo e ela aparecerá graciosamente, pensou Peter. Ele tentou tornar sua postura e expressão o mais verossímil possível, antes de pigarrear.
"Não temos permissão para entrar na festa."
A decepção substituiu o entusiasmo nos olhos de Roxanne. Trinta minutos atrás, ela só queria deitar na cama e forçar-se a dormir. Mas agora, depois do anúncio de um banquete, ela pensara que "não havia mal nenhum em festejar com comida antes de descansar, não é?" Depois de responder afirmativamente, ela decidiu participar da festa, fazer uma ou duas refeições antes de sair para o quarto.
A nova revelação de Peter doeu, mas só significava que ela teria que correr para o quarto e dormir um pouco.
"Se você diz. Vou subir para o meu quarto então." Ela respondeu, uma expressão sombria no rosto.
Peter suspirou. Ele odiava mentir para ela, mas precisava, era para a segurança dela.
"Certifique-se de permanecer lá e não sair a menos que seja convocado."
As sobrancelhas de Roxanne franziram para ele. Havia algo de suspeito em suas exigências, mas Roxanne não conseguia identificar o que era. Então, ela ficou quieta e assentiu. Afinal, ela precisava de descanso. Seus ossos doíam e seus olhos ardiam por causa da falta de sono.
Juntos, eles entraram no palácio. Uma multidão de membros da realeza estava presente no corredor, conversando e rindo. Peter saiu do lado de Roxanne e entrou no meio da multidão, dizendo que precisava encontrar Lancelot e instando Roxanne a continuar.
Ela o observou até que ele desapareceu na multidão, antes de subir três degraus na escada, mas uma voz feminina áspera a deteve.
"Você aí!"
Roxanne se encolheu e apertou ainda mais o corrimão da escada. Ela conhecia aquela voz muito bem para ficar satisfeita em ouvi-la. Roxanne virou-se lentamente, até ficar cara a cara com o olhar rancoroso de Madeline.
"Onde você está indo?"
"Sua majestade, eu ..."
"Deixa para lá." Ela a rejeitou, rudemente.
“Há muito trabalho a ser feito na cozinha, junte-se às empregadas de cozinha lá.” Ela cuspiu, olhando Roxanne da cabeça aos pés.
Roxanne ficou lá, estupefata. Pela última vez que verificou, ela era assistente de Lancelot, não empregada de cozinha. E ela tinha certeza de que a rainha sabia disso. Porém, ela não podia protestar, tudo o que podia fazer era obedecê-la. Afinal, este era o reino de Madeline.
Então, ela se curvou e forçou um sorriso educado.
"Claro, minha rainha."
Quando ela levantou a cabeça, viu Madeline levantar o nariz e virar as costas para ela. Roxanne tentou dizer a si mesma que não havia nada de errado em se juntar às criadas na cozinha. Além disso, era apenas um trabalho de cozinha, ela terminaria em pouco tempo.
Ou assim ela pensou.
Ela subiu as escadas e foi em direção à cozinha.
Ao caminhar até a cozinha, ela percebeu como todos os criados que passavam por ela olhavam para ela com desdém, zombavam e desviavam o nariz dela. Todos olhavam para ela como se ela fosse uma abominação ambulante. E ela não pôde deixar de se perguntar por quê.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...