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Meu Príncipe, Meu Alfa romance Capítulo 63

Roxanne ficou quieta enquanto o seguia. Depois da sala de jantar, eles caminharam pelo longo corredor de quartos por cerca de cinco minutos, antes de Peter conduzir Roxanne até a sala de estar.

Quando ela entrou, se sentiu da mesma forma quando entrou na sala de jantar: como se ela não pertencesse a esse lugar.

Pela segunda vez naquela noite, todos ficaram quietos e prestando atenção nela. Havia duas poltronas luxuosas e grandes na sala, com quatro pessoas em cada uma. Ao redor das poltronas, tinha três sofás ao redor, também com pessoas sentadas neles. E todos eles estavam olhando para ela, esperando que ela começasse a tocar.

"Sra. Ludwig Beethoven! Você finalmente decidiu se juntar a nós", Albert disse em voz alta, e Hermione riu.

Roxanne forçou um sorriso e entrou na sala. Peter estava na frente dela e ficou encostado na parede novamente, assim como fez durante todo o jantar.

"Minhas desculpas, vossas Majestades", ela disse, se curvando para sua pequena plateia.

Quando todos acenaram com a cabeça, ela se virou na direção do piano.

Algo no coração de Roxanne saltou de alegria. O piano de cauda branco, com um metro de altura à sua frente, era a coisa mais linda que ela já tinha visto em muito tempo. O banco era branco e combinava com a cor sofisticada da sala, assim como com a mobília luxuosa.

'O que essas pessoas não tem?', Roxanne pensou.

Mas, enquanto caminhava até o piano, seu batimento cardíaco começou a acelerar novamente. De repente, ela pensou que não soubesse o que estava fazendo. Quando ela se sentou no banquinho e se virou para todos eles, seus olhos encontraram a porta.

'Não, agora é tarde demais pra desistir', ela pensou. Ela sempre saía correndo e culpava uma dor de estômago.

Enquanto ela ainda estava se preparando, seus olhos encontraram os de Lancelot. Ele estava com uma expressão entediada no rosto, como se preferisse estar em qualquer lugar menos ali, olhando para ela e esperando que desse tudo errado.

A mandíbula de Roxanne apertou e seus olhos se estreitaram para ele.

Ela queria que ele fosse pro inf*rno com sua covardia.

Ela iria tocar piano do jeito que sempre tocou. E ela encontraria alegria nisso. Piano era uma das poucas coisas que a deixava feliz, e nada mudaria esse fato.

Então, ela se voltou para o instrumento à sua frente. Ela podia sentir que todos estavam olhando para ela, mas ela ignorou tudo isso. Ela fechou os olhos e estendeu as mãos para as teclas do piano.

Quando ela tocou a primeira tecla, foi mágico.

A primeira a ser tocada foi "Strange", de Kris Bowers. Ela tocou a doce melodia com um lindo sorriso no rosto.

Todos na sala ficaram surpresos. Não era apenas uma habilidade, essa era uma forma da sua alma estar sincronizada com cada tecla que ela tocava. Eloise se pegou sorrindo enquanto fechava os olhos, Arthur estava visivelmente maravilhado. Ele não conseguia desviar o olhar dela.

Albert levantou uma sobrancelha, ficou surpreso, mas não demonstrou muito. Madeline apenas olhou para ela, ela não conseguiu dizer nada em relação ao que ela estava sentindo naquele momento.

Ao lado de Lancelot, Ava observava Roxanne com atenção. Seus olhos ocasionalmente analisavam o rosto de Lancelot para ver sua expressão. Ela queria ter certeza de que ele não estava sendo hipnotizado pelas habilidades dessa mulher. Ela ficou aliviada quando viu como Lancelot parecia entediado e inexpressivo.

Depois de "Strange" ela tocou Wolfgang Mozart, "A flauta mágica".

Acontecia que essa era uma das músicas favoritas de Lancelot. Enquanto Roxanne jogava toda sua alma em cada tom que tocava, ele jogava a cabeça para trás e mantinha os olhos fechados para apreciar o momento. Os homens ficaram impressionados e as mulheres também.

E ela terminou após sete minutos tocando, seguido pelo clássico de Beethoven, "Piano sonata".

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