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Meu Príncipe, Meu Alfa romance Capítulo 61

Ver o sobrinho foi um grande alívio que a fez ficar alegre. Por pelo menos dois minutos, ela pôde parar de pensar um pouco na abominação sentada no lado oposto a ela, e focou seus olhos no filho de sua falecida irmã mais velha: Reuben.

Roxanne foi uma das pessoas que olhou para o homem. Ele era alto, nada menos que um metro e oitenta e cinco de altura. Seu cabelo era ruivo, assim como os de Arthur, ela percebeu que Madeline havia ficado bastante calma com a presença dele. Quando sorria, parecia fazer com que todos sorrissem junto: incluindo ela.

Os olhos de Lancelot se ergueram para analisar seu primo. Já se passaram quase três anos desde a última vez que ele viu Reuben, ele se perguntou por que o homem estava lá. Lancelot não tinha nada contra ele, mas Reuben o lembrava de alguém de quem ele precisava desesperadamente esquecer: Bran. E ele não precisava lembrar constantemente do seu irmão. Principalmente, não agora.

"Fico ofendido com essa afirmação", Bailey gritou em voz alta, se referindo ao homem mais jovem. Os olhos verdes de Reuben brilharam de alegria quando ele avistou o seu outro tio. Lord Bailey se levantou para dar um tapinha nas costas do jovem, e Reuben ficou mais do que feliz em abraçar seu tio.

"Eu não vejo você há anos, tio", ele comentou.

"E eu também não! Eu tô tão feliz por você finalmente ter saído do seu esconderijo".

A risada de Reuben foi contagiante. Isso fez com que todos na sala rissem também.

"Pois é, né? Paris tem os seus truques pra roubar a alma de um homem", enquanto falava, os olhos dele estavam focados em Lancelot. "Ah, meu primo favorito de todos os tempos!", ele gritou, com um sorriso no rosto.

Ao se aproximar de Lancelot, Lancelot olhou para ele com uma expressão sombria. No entanto, ele foi educado o suficiente para aceitar seu aperto de mão.

Reuben cumprimentou James, Arthur e o resto da família antes de se sentar ao lado de Lady Marion. Ele pegou a mão direita da viúva e deu um beijo na mão dela.

Os olhos de Marion brilharam ao ver o charme do jovem. Roxanne continuou a observar ele cuidadosamente. Apesar da sua capacidade de iluminar toda a sala com seu charme, havia algo de calmo nele. A maneira como seus olhos pousavam nas pessoas, como se pudesse perceber o que havia em seus corações e simpatizar com elas. Ela teve sorte de ter aparecido alguém na sala para distrair a família.

Alguns minutos atrás, ela pensou que iria morrer de desespero. Essa família era excessivamente dramática e Roxanne se sentia desconfortável na presença deles.

Os olhos de Madeline pousaram novamente no seu sobrinho.

"É muito gentil da sua parte se juntar a nós, Reuben. Gostaria de perguntar tudo sobre sua viagem, mas tenho certeza que você tem muitas histórias pra nos contar mais tarde".

Todos deram risada.

"Pode apostar que sim, tia. Além disso! Cheguei bem a tempo para ver a coroação de Lancelot. Sei que já perdi a caçada, tive que..."

O som do garfo de Lancelot batendo com força no prato de cerâmica fez com que Reuben parasse de falar. Quando ele se virou para ele, seu primo tinha uma expressão de dúvida no rosto. Lancelot não lhe deu atenção e concentrou o olhar no pai. Edward entendeu o olhar que Lancelot estava lhe dando e rapidamente mudou de assunto.

"Estávamos conhecendo a nova funcionária de Lancelot antes de você chegar. Ela é uma moça muito interessante", Edward falou. Os olhos de Reuben percorreram a sala até pousarem em Roxanee. Ele sorriu brevemente.

"Muito interessante, de fato", James interrompeu, e Reuben desviou os olhos de Roxanne para seu primo mais novo.

James estava dando um sorriso malicioso.

"Quero dizer, Lancelot nunca trouxe nenhuma mulher pra casa antes. Então, ela deve ser muito interessante para ele ter trazido ela aqui e apresentar ela para todos nós. Você não acha, Ben?"

Embora Reuben tenha ficado surpreso ao ouvir James chamar ele pelo seu apelido carinhoso depois de tanto tempo, ele ficou mais curioso para conhecer a jovem que seu primo, Lancelot, decidiu levar para casa.

"Hmmm", Reuben respondeu, balançando a cabeça com grande interesse.

Lancelot apertou o garfo ainda mais enquanto ele olhava para James. Madeline fez uma careta para o filho mais novo. Enquanto James olhava para a mãe e para o irmão mais velho, ele revirou os olhos e zombou.

Albert, percebeu os olhares, e levou a taça de vinho branco aos lábios.

"Acho que a verdade é realmente amarga, afinal", ele murmurou, mas foi alto o suficiente para que todos ouvissem.

Elizabeth, que estava sentada ao lado do irmão, franziu a testa profundamente. E Ava tossiu.

Reuben percebeu naquele instante que tinha acabado de entrar em uma cova. E pelo que parece, a jovem que parecia estar perdida também compartilhava de seus sentimentos.

Na tentativa de aliviar o clima pesado, Reuben se virou para Edward e sorriu.

"Então, tio, como foi a caçada?"

Ao ouvir sua pergunta, uma série de sons estranhos irrompeu de diferentes cantos da sala. Algumas pessoas pareceram se engasgar, algumas pigarrearam, enquanto outras, como Madeline, bateram o garfo no prato.

Eloise percebeu que era hora de resgatar todos. Roxanne e Reuben estavam igualmente confusos. Roxanne não estava entendendo nada do que estava sendo dito. Enquanto Reuben estava confuso porque não esperava tal resposta de nenhum deles. Ela iria perguntar sobre isso mais tarde, nenhum deles parecia querer falar sobre isso agora.

Com um sorriso genuíno espalhado pelas bochechas, Eloise olhou para Roxanne.

"Me diga, moça, quais são os seus hobbies?"

A pergunta alertou Roxanne, e ela desviou o olhar de Lancelot. Ela forçou um sorriso e ajustou sua postura. Ela tentou não olhar novamente para Lancelot, já que estava claro que ele a estava evitando.

"Gosto particularmente de ler e de tocar música, Vossa Alteza".

O sorriso de Eloise se alargou com a resposta simples e honesta de Roxanne. Ela estava começando a gostar dela e não se importava nem um pouco com isso. O coração da menina era puro e isso impressionou Eloise.

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