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Meu Príncipe, Meu Alfa romance Capítulo 29

Roxanne saiu da sala, seguindo a senhora de verde.

Ela não estava acreditando no que tinha acabado de ver e escutar. Tudo pelo qual ela tinha trabalhado, estudado, e até colocado sua saúde em risco, tinha acabado de chegar ao fim. E tudo por causa dele.

Enquanto ela se dirigia até o elevador, Roxanne segurou seus arquivos com a mão esquerda e conseguiu enxugar os olhos com as costas da palma da mão direita. O que ela deveria fazer agora? Qual era o próximo passo a dar?

Ela havia se dedicado muito para essa entrevista, e estava indo bem... Teria corrido bem se não fosse por causa dele.

Por quê? Por que ele decidiu aparecer na vida dela depois de tanto tempo? Ela estava certa de que ele sabia que ela era bem qualificada para aquele trabalho. Ela havia respondido todas as perguntas corretamente. Não apenas corretamente, ela impressionou a todos do conselho.

Pelo menos, todos da diretoria, além dele.

Roxanne tinha certeza de que seria capaz de responder à pergunta que ele tinha feito, se ele tivesse lhe dado tempo suficiente.

Por outro lado, quanto tempo teria sido suficiente para Roxanne se livrar de todas aquelas lembranças ruins? Mesmo que lhe dessem três horas, ou o dia inteiro, ela seria capaz de olhar nos olhos de todas aquelas pessoas e dizer por que ela realmente tinha sido demitida?

Que ela tinha se recusado a dormir com seu gerente de recursos humanos. Eles realmente teriam acreditado nela?

Teria sido um grande golpe para a empresa LexCorp. E ela tinha certeza de que, se Lancelot os chamasse, Thomas Hardy lhe contaria algo totalmente diferente.

Não, ele não teria acreditado nela. Nenhum deles teria.

Teria sido a palavra dela contra a da LexCorp. Do qual ela nem era capaz de vencer. Roxanne estava completamente indefesa contra todas as forças que ameaçavam destruí-la.

A LexCorp.

A Família dela.

E Ele.

Quando as portas do elevador se abriram, Roxanne entrou rapidamente para dentro e apertou o botão que levava ao andar térreo antes que alguém pudesse entrar com ela.

Ela precisava ficar sozinha. Ela precisava de um tempo para respirar e pensar sobre tudo. Roxanne fez o possível para conter as lágrimas. Ela queria ser forte, não queria chorar.

Mas, quando ela pensou em tudo o que tinha acontecido no último mês, suas esperanças e os seus sonhos se despedaçaram.

Seu coração se partiu em mil pedacinhos.

Lágrimas se acumularam em seus olhos e caíram pelas suas bochechas. Ela não aguentava mais, ela não aguentava mais tudo isso.

De repente, seus joelhos dobraram sob o peso de seu corpo, suas costas bateram na parede do elevador fazendo um baque alto.

Com isso, Roxanne gritou de dor. Ela bateu nas paredes do elevador com o pé direito, deixou os arquivos caírem no chão em frustração e ameaçou arrancar os cabelos.

Ela estava cansada, fraca e triste.

Essa foi a gota d'água. A esperança que ela manteve todos esses meses finalmente se foi e agora a vida a estava jogando em um abismo de tristeza e dor.

"Por quê?!"

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