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Meu Príncipe, Meu Alfa romance Capítulo 118

Ele deu uma breve olhada em Hera, antes de fixar os olhos no volante e girar a chave na ignição. Os nervos de Peter o estavam consumindo por dentro. Ele não sabia o que dizer, ou mesmo o que fazer perto dela.

Hera não tornou tudo mais fácil. Ela sentou-se na cadeira e acenou com a cabeça ao som fraco da música no aparelho de som, com os olhos fixos no espelho do copo.

O ar condicionado estava ligado e a temperatura do carro estava muito baixa. Mesmo assim, o suor de Peter não secou em seu rosto. Contanto que Hera estivesse ao lado dele, tão perto que ele pudesse esticar a mão e colocá-la na coxa dela.

Ele pegou a curva que levava ao hospital e fez o possível para manter os olhos em Hera e em seus lindos cílios.

Finalmente, ele entrou com o carro na entrada do hospital e parou em uma vaga gratuita. Ele ficou quieto e observou os olhos de Hera dançarem ao redor. Como se ela não esperasse que eles chegassem ao hospital tão rapidamente.

"Uau." Ela disse em voz alta, seus olhos agora fixos fora da janela.

"Hospital Dankworth, hein?" Hera perguntou, um sorriso impressionado se formando em seus lábios. Peter riu e falou.

"Aqui está." Ele se afastou dela, pronto para abrir a porta do carro e saltar para cumprir sua tarefa daquela noite. Um pensamento de repente passou por sua mente e ele se virou rapidamente para ela. Hera recuou por reflexo, após ver a velocidade que ele usou para encará-la.

Peter teve vontade de dar um tapa na própria bochecha, perguntando-se por que havia sido tão feroz.

"Sua alteza, eu preciso que você permaneça no carro, não importa o que aconteça." Peter falou, com um tom suplicante na voz. Já estava escuro, se Hera vagasse e se perdesse, seria culpa dele, e Peter já tinha problemas suficientes por uma noite.

"Não importa o que?" Hera perguntou, uma sobrancelha levantada em diversão.

Peter foi forçado a engolir em seco. Pela deusa, ela era tão linda que era quase doloroso olhar para ela. Percebendo que havia olhado por segundos a mais, ele focou os olhos nos ombros dela e fingiu franzir a testa.

"Sim."

Quando ele falou, os olhos de Hera brilharam. Até agora, o jovem não fez nada além de impressioná-la. Mesmo agora que ele deu o devido crédito a seus poderes, isso a agradou ainda mais. Ela se recostou na cadeira e cruzou as mãos sobre as pernas.

Rapidamente, ele saiu do carro, fechou a porta atrás de si e foi direto para o porta-malas. Ele pegou a caixa de Roxanne depois de abrir o caminhão e continuou andando, passando pela recepção e pelos corredores, antes de chegar à enfermaria dela.

Lancelot ainda estava sentado ao lado de Roxanne. Peter teria sorrido para a imagem se fosse em circunstâncias diferentes. Mas, agora, o lugar de Lancelot em seu trono estava sendo ameaçado, e foi agora que ele decidiu mostrar afeto por Roxanne.

Peter não se permitiu pensar muito nisso. Ele simplesmente empurrou a caixa para o lado livre da cama de Roxanne e a deixou cair ali.

Lancelot só reconheceu sua presença depois de parar de ouvir o som dos pneus da caixa rolando no chão.

"Você conseguiu tudo?" Ele perguntou, olhando para seu assistente. Peter estava muito distante desde esta manhã, durante a coroação.

"Sim." Peter respondeu secamente e deu uma olhada rápida no relógio da sala novamente. Faltava apenas uma hora para o ritual de coroação de Lancelot e ele ainda estava aqui!

"Tua graça." Peter falou, com a cabeça ainda baixa.

"Sim?"

"Seu ritual de coroação ainda é às onze da noite..."

"Peter..." Lancelot interrompeu, mas a voz de Peter era mais rápida.

"Eu preciso que você me prometa, senhor."

A expressão no rosto de Peter era diferente de tudo que Lancelot já tinha visto. Seu comportamento alegre havia desaparecido, e Peter, “sempre alegre”, era agora o mais sombrio dos dois. Ele tinha visto muita coisa hoje, deve ter sido o que o deixou com tanto frio.

Lancelot suspirou.

"Eu prometo."

Pela primeira vez desde esta manhã, um sorriso surgiu no rosto de Peter e fez seus olhos brilharem mais uma vez. Dentro dele, Lancelot ficou satisfeito em vê-lo de volta ao normal, mesmo que não tenha durado muito.

Só então Peter se lembrou da mulher em seu carro. Ele a deixou esperando o suficiente, era hora de ir embora.

"Devo sair agora, senhor."

"Para onde?" A voz de Lancelot ordenou.

Peter pensou por um momento, ele teria que planejar uma mentira bem elaborada. Lancelot não conseguiu descobrir sobre Hera, sua resposta não seria boa.

"Tenho algumas tarefas pessoais para fazer. Há algumas coisas que preciso fazer para mim mesmo." Enquanto falava, fez o possível para olhar para Lancelot, para que não houvesse espaço para duvidar dele.

Claro, Lancelot estava muito cético, ele observou atentamente os olhos de Peter, mas desculpou-o mesmo assim. O homem já tinha passado por bastante.

Peter foi dispensado com um aceno de cabeça, deu meia-volta e saiu correndo porta afora. Ele passou rapidamente pelo corredor de quartos e saiu correndo da recepção.

Quando finalmente chegou ao carro, abriu a porta e entrou, caindo na cadeira com um suspiro alto.

"Bem, alguém parece estar bastante exausto." Ele ouviu Hera falar. Ele não tinha dúvidas de que ela se referia a ele, mas estava cansado demais para lhe dar uma resposta espirituosa correspondente.

Tudo o que ele conseguiu dizer foi "você não tem ideia". E até isso saiu como um murmúrio.

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