"Pobre Julieta, vamos ver quanto tempo seu Romeu levará para vir procurá-la. Ou se ele virá! Assim que recebermos a notícia de que sua coroação acabou, você não terá mais utilidade para nós."
Lancelot lançou a Peter um olhar hostil, que fez suas costas baterem na parede dura. Lancelot deu alguns passos à frente, cobrindo a distância entre eles. Seus olhos estavam fumegantes de raiva e, pela primeira vez, Peter viu uma leve semelhança de medo nos olhos de Lancelot.
"Qual o significado disso?"
"Eu... eu ia te contar, senhor, acredite."
"Depois que ela morreu?!" Lancelot gritou alto, entre os dentes cerrados.
Peter balançou a cabeça veementemente.
"Eu precisava esperar até que sua coroação terminasse. Convoquei caçadores, eles estão procurando por ela em Londres agora. Ela não poderia ter sido levada para longe da cidade..."
"Besteira!" Lancelot latiu e Peter fechou os olhos de medo.
"Todos estão sentados aqui, Vossa Graça. Se você sair desta coroação agora, o dano será irreparável. E sua mãe arrancaria minha cabeça!" Peter teve que tentar argumentar com ele. Se Lancelot abandonasse a sua coroação hoje, seria o fim de tudo.
Naquele momento, soou a trombeta que anunciava o início de sua precessão. Ele podia ouvir as cadeiras se arrastando no chão enquanto as pessoas na sala do trono se levantavam. Nada disso importava para ele. Não agora, quando a mulher que ele jurou proteger – sua companheira – estava indefesa nas mãos de homens que juraram matá-la no segundo em que ele foi coroado.
A coroa, e tudo o que ela representava, poderia queimar até virar cinzas.
"Sua cabeça é toda dela." Ele cuspiu, antes de virar-se e sair correndo da sala do trono. A raiva derretida percorreu-o enquanto flashes do vídeo que ele assistiu passavam por sua mente. A raiva picou sua carne, fazendo com que todos os pelos de seu corpo se arrepiassem. Lancelot livrou-se da capa e não se importou quando sua coroa de ônix caiu no chão. Seu sangue gelou e seus lábios tremeram de medo e raiva.
Ele avançou em direção aos quartos de hóspedes, com Peter correndo atrás dele. Quando ele parou na frente da porta dela, ele a abriu com um chute e a porta se abriu imediatamente. Quando ele entrou, percebeu que a sala estava vazia. Não havia sinal de que ela alguma vez tivesse estado aqui.
O pânico tomou conta de seu peito e enviou punhais em suas costelas. Lancelot lutou contra a vontade de apertar o peito com força.
Ele se virou para Peter, que ainda tentava recuperar o fôlego.
"Está vazio."
"Senhor..." Ele fez uma pausa para respirar, o suor escorria por sua testa por causa de toda a corrida que havia feito para acompanhar a caminhada rápida de Lancelot.
"Você tem que voltar para o corredor. Podemos consertar isso antes que fique fora de controle."
Com raiva, Lancelot agarrou o colarinho de Peter, ameaçando sufocá-lo.
"Por que as coisas dela não estão aqui? Ela fugiu? Para onde ela foi? O que mais você não está me contando?!"
"Ela...foi...enviada...para os aposentos da empregada." Peter falou em tom abafado.
Enviado para o quê?! Ele soltou a coleira de Peter e puxou-o pela mão.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Príncipe, Meu Alfa
Esse não está concluído, tem mais atualização?...