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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 362

Capítulo 362 – Grazie, fratello.

Giuseppe

Jack apareceu e estava tudo indo bem até a fachada ceder, mas por sorte só ficamos para trás eu, mi bella, piccola Jo e mio amico Jack. Logo Alex e ele já conseguiram resolver e subimos as ragazze. Eu quis ficar por último, mas ele não deixou, e assim que fiquei pendurado eu vi os quatro maledetti que deviam estar escondidos por todo esse tempo.

— JACK!!! — Gritei, mas os cretinos investiram nele.

— Peppe, o que houve? — Alex perguntou.

— DEVO TORNARE, DEVO TORNARE!!! — Gritei para ele e comecei a balançar de volta para a janela.

— Giuseppe, se continuar assim, vai cair. Não vamos conseguir te segurar — Brady me disse.

— Sírios, os maledetti sírios pegaram o Jack — avisei.

— MERDA! — ele xingou.

— Vamos lá, Peppe, no três você dá o impulso para a janela — Alex disse.

— Perfetto — respondi.

— TRÊS!! — ele gritou e, em um único impulso, alcancei o parapeito.

Assim que caí dentro da sala, vi que eles haviam carregado o Jack. Ouvi uma voz ecoando na sala e olhei para a mesa; ela vinha do rádio.

— Alex?! — chamei.

— Peppe, me diz o que houve.

— Quatro maledetti sírios. Eu vi quando o desmaiaram e o carregaram.

— Jack — Ouvi a voz no fundo da piccola Jo.

— Pequena, agora não — Alex chamou sua atenção.

— Beleza, Peppe, vou descer aí para te ajudar. Não sabemos se é só eles, e se Jack estiver ferido.

— Dou conta, Sterling, não se preocupe.

— Não seja teimoso, Peppe, você não consegue sozinho, e se forem mais? — era a voz da mia bella.

— Vivian tem razão. Alex e eu estamos descendo — Brady disse.

— Sem querer ofender os outros, mas vocês dois são os mais fortes. Se descerem, quem nos sobe depois? Ainda mais se Jack estiver ferido.

— Droga! — Alex xingou, pois sabia que eu tinha razão.

— Então eu desço — Mi bella disse.

— De jeito nenhum. — respondi.

— Peppe, sou pequena, eles me descem em segundos. E atiro muito bem, graças a você — ela argumentou.

— A decisão é sua, Giuseppe, não vou colocar sua mulher em risco sem você autorizar. Mas vale lembrar que o tempo está passando — Alexander concluiu.

— A decisão final não é dele, é minha! — mia bella disse e ouvi ela se afastando.

— Alex?! — Chamei e não houve respostas. — Vivian, não se atreva, eu dou conta! — falei irritado.

Ninguém me respondeu e quando olhei pela janela, via as pernas da mia bella penduradas.

— Che stronzata — xinguei e corri até ela. A peguei e trouxe para dentro. Antes de dizer qualquer coisa, ouvi a voz do Alex pelo rádio.

— Peppe, temos vinte e cinco minutos até a bomba explodir. Os caras vão tirar todos daqui, mas Brady e eu não sairemos sem vocês.

— Combinado, amico Sterling.

— Peppe… — era a voz da bambina Alessa.

— Ciao, bambina mia.

— Per favore, abbi cura di te. E torna da noi — Sorri pelas palavras da bambina que cuidei como uma irmã desde piccolina.

— Vou me cuidar, amore mio, e não tenho intenção de partir sem conhecer o piccolo do seu ventre — Encerrei a ligação, guardei o rádio, peguei as armas, segurei a mão de mia donna e fomos atrás do mio amico.

— Onde será que eles se esconderam? — Vivian me perguntou.

— Não faço ideia, mas foram espertos, os cretinos. Esperaram o momento certo.

— Momento certo? Mas tiramos quase todos daqui — ela disse, confusa.

— Disse certo, amore mio, quase todos. Um que fica pra trás é o suficiente para eles ganharem tempo — mia bella ainda estava sem entender. — Não somos como eles. Uma pessoa é importante para nós, e lutamos por ela até o fim. — respondi com um sorriso.

Ela colocou a mão em meu rosto, e virei para dar um beijo em sua palma e seguimos o caminho. Parei no meio do corredor e tentei me lembrar como eram os andares, as salas médicas, segurança, os quartos. Eu havia olhado cada um até que me lembrei de um em especial que não verifiquei.

Segurei firme a mão de Vivian e comecei a caminhar em direção à copa. Até que ouvi uma voz e parei no meio do caminho.

— Patlaması ne kadar sürer? — um idiota perguntava para o outro. Vivian olhou para mim e mexeu os lábios perguntando o que eles diziam. Só fiz sinal para que ela ficasse quieta, precisava ouvir a resposta dele sobre o tempo para a bomba explodir. Meu turco não era perfetto, mas ainda entendia alguma coisa.

— Kırk beş dakika — o maledetto respondeu.

— Puxa, vocês são péssimos. O tal do Farid devia demitir vocês, sabia? — era a voz do Jack e Vivian e eu sorrimos. Mio amico estava bem. — Não prestaram nem para fazer as bombas explodirem juntas — o deboche clássico do Jack era explícito em sua voz.

— Alex, é o Jack.

— Graças a Deus — Alex respondeu.

— Cara, já sei onde está a bomba e ela explode em quarenta minutos. Mas o Peppe…

— O que tem o Peppe? — era a voz do Enzo no fundo.

— Sinto muito, Enzo, ele foi me salvar e levou um tiro no peito. Alex, pelo amor de Deus, eu preciso de alguém aqui — Jack dizia com urgência, mas parei de prestar atenção nele e olhei só pra ela.

Vivian me olhava com seus olhos azuis, que já estavam ficando vermelhos de chorar. Comecei a sentir uns calafrios, mas eu não podia morrer, não sem... sem senti-la uma última vez. Coloquei a mão em seu rosto, sequei suas lágrimas. Ela desceu os lábios até os meus em uma carícia, mas eu já sentia o gosto metálico na minha boca.

Ela encostou a testa na minha.

— Por favor, meu amor… Não me deixa. Você prometeu cuidar de mim… — meu coração apertou. Eu prometi, que nunca mais deixaria o maledetto do marido dela tocar em um único fio de cabelo dela.

— Jack… — eu o chamei com dificuldade. — Por favor, me deixa falar com o Don. — implorei com dificuldade.

— Peppe, o que pensa que está fazendo? Guarde sua energia. — Enzo ordenou irritado, esse era o Don Mancini que conheço.

— Don, Enzo Mancini, mio migliore amico — eu comecei. — Sei que deve estar bravo comigo por não ter te contado sobre a ideia da Lena, mas eu não fiz só por ela, fiz pela Vivian, pelo amore della mia vita — Eu ouvia que Enzo chorava do outro lado, ele sabia bem o que isso significava, mas continuei mesmo assim. — Me desculpe, e obrigado por me acolher, me apoiar e por ser minha família.

— Peppe, não ouse — ele começou, mas não o deixei terminar.

— Don, Vivian é o amor da minha vida. Per favore, cuida dela como cuidou de mim, promete que vai ajudá-la a se livrar daquele maledetto para que ela seja feliz.

Senti algo escorrer da minha boca, e pelo gosto, era sangue.

— Peppe, não diz isso… Você não vai morrer! — mia bella dizia, mas neste momento tudo que eu queria era ter a certeza, antes de partir, que mio amore ficaria bem.

— Prometti, fratello? — perguntei.

— Prometto con la mia vita. — ele disse entre os soluços.

— Grazie, fratello…

— Peppe… — Vivian me chamou. Coloquei a mão em seu rosto, olhei para mio amico Jack que chorava. Depois voltei a encará-la.

— Ti amo, amore della mia vita.

E essas foram minhas últimas palavras, antes da escuridão me engolir.

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Se eu choro escrevendo, vocês precisam chorar lendo...

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