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Meu noivo Morreu e me deixou para o Inimigo romance Capítulo 359

Capítulo 359 – O que foi que eu fiz?

Elena

Alex e Enzo não vão gostar nada do que eu fiz, ou melhor, do que mandei o Peppe fazer. Mas, se contasse a eles, isso os tiraria do foco, e eu precisava saber como minha filha, irmã, ou melhor, minhas irmãs e sobrinhos, estão, e esse era o único jeito.

Ajudei Peppe a descer e fiquei esperando na janela por sua resposta.

— Acha que está tudo bem lá? Peppe está demorando para nos avisar — Jane perguntou, e, para ser sincera, eu também estava preocupada. Coloquei pela décima vez a cabeça para fora, até que, finalmente, o vi.

— Peppe! — Chamei sua atenção. — Por que demorou tanto? — perguntei, irritada.

— Desculpe, Lena, as meninas estavam lidando com alguns sírios quando cheguei.

— Estão todas bem? — Sara, que estava com a cabeça na outra janela, perguntou.

— Sim. Alguma novidade do Don? — Suspirei antes de responder.

— Nada ainda.

— Piccola Jo conseguiu um rádio e ia tentar falar com o Sterling — ele me informou.

— Perfeito, volte até elas e qualquer coisa me avise, vou ficar por aqui. — Peppe assentiu e logo saiu da janela, e nós fizemos o mesmo.

— Uma de nós precisa ficar lá embaixo para avisá-los — Jane disse.

— Eu fico — Iris logo se prontificou.

— Vou com você, duas é melhor que uma — Sara disse.

De repente, ouvimos um barulho de porta batendo; o som vinha do corredor. As meninas e eu já nos colocamos em alerta, armas nas mãos e dedo no gatilho.

— Eu vou primeiro — falei e, assim que nós quatro saímos com nossas armas, encontramos mais seis apontadas para nós.

— Ainda bem que não rolou um “atira primeiro” — Brady disse com ironia.

Todos baixamos a arma e Enzo veio para o meu lado, furioso.

— Você sabia do Giuseppe, né?

— Claro que sabia — respondi, revirando os olhos. — A ideia foi minha.

— E por que não nos disse, garota? — Tom perguntou.

— Somos uma equipe. Vocês tinham uma missão e eu quis manter a harmonia dela. Eu estava preocupada com a minha filha, irmãs e sobrinhos, então mandei o Peppe para saber como estão.

— Poderia ter me contado, Lena, eu não teria me oposto à ideia — Alex me disse.

— Eu sei, e Peppe insistiu para que eu falasse. — Olhei para o Enzo. — Mas conheço bem meu futuro marido — respondi, cruzando os braços.

— Agora está feito, e a ideia acabou se tornando um plano de fuga. Plano esse que precisamos pensar em como executar.

— Como assim, plano de fuga? — perguntei, confusa.

— Minha mulher teve a brilhante ideia de subir pela janela — Jack disse com sarcasmo.

— A Jo o quê? — perguntei, sem acreditar.

— Exatamente o que ouviu, e por mais louca que a ideia pareça… — Alex começou, mas Jack o interrompeu.

— Louca é um eufemismo — ele disse, bufando.

— Mesmo louca, vamos fazer — Alex concluiu, encarando o irmão.

— Eu tô com o Jack, é louca, arriscada e as chances de sucesso… — Iris disse.

— Não temos opção, não conseguimos mover o jammer, não temos certeza do tempo da bomba, nem ao menos sabemos onde ela está.

— Ben está certo, a fachada é um ponto positivo, então vamos atrás dos lençóis — Alex disse e todos começamos a correr em busca dos lençóis. Enquanto alguns foram para os quartos, eu fui até o posto de enfermagem, lá devia ter alguns.

E claro que Enzo veio atrás de mim.

— Não tem nada para me dizer? — ele perguntou, irritado.

— Nesse exato momento, amore mio, pega esse lençol atrás de você — eu disse em um tom de deboche e com um sorriso de canto. Enzo odiava isso.

— Elena, isso não tem graça. Você tramou com meu sottocapo pelas minhas costas. Tem noção do preço disso?

— Enzo, aqui não é a Cosa Nostra, ok? Eu nem faço parte disso.

— MAS EU FAÇO! — ele gritou, furioso. — E essas coisas têm consequências. Giuseppe trabalha pra mim, é mio soldato. Ele nunca devia ter aceitado isso. Não sem antes falar comigo.

— Enzo, você está falando sério?

— Sim. — me respondeu ríspido e sem hesitar. — Vamos resgatar a minha filha. E no instante que estiver com mia bambina segura em meus braços, cuidarei de Giuseppe.

— Te proíbo de fazer qualquer coisa contra ele — falei, irritada.

— Proíbe? — ele perguntou em um tom seco.

— Sim, proíbo! E não me desobedeça. — Enzo se aproximou, parando bem na minha frente.

— Me deixa te lembrar, Elena Fontana, das suas próprias palavras: só há desobediência quando se tem regras e ordens. E entre nós dois, não existe nem uma coisa, nem outra.

Ele se afastou e o olhar dele era frio. Já vi Enzo em seus dias de fúria, mas, como hoje, é a primeira vez.

— Enzo… por favor… — Tentei falar, mas ele me ignorou e saiu da sala, me deixando com um amargo na boca e um medo na espinha.

— Peppe, eu sinto muito… — Abracei minha barriga como se o gesto pudesse me manter em pé. Senti lágrimas escorrerem pelo meu rosto e murmurei para mim mesma.

— O que foi que eu fiz…

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