O telhado do armazém era coberto com telhas onduladas. A peçanão era cara. Era um pouco escorregadia. Crystal agarrou a manga de Harold, com medo de escorregar.
Diante de seu olhar tímido, Harold se abaixou e a pegou, assustando-a. "Você deve ter cuidado. Se cairmos, deve ser muito doloroso."
Harold perguntou: "Acha que todo mundo é tão inútil quanto você?"
Para Crystal, o telhado era escorregadio e difícil de andar, mas para Harold era como se andasse em terreno plano. Segurou Crystal em seus braços e foi até o meio do telhado. Colocou-a no chão.
Crystal levantou a cabeça. "Acho que estou mais perto da lua."
Harold disse: "Você não está errada. O armazém deve ter uns quatro metros de altura. Você está quatro metros mais perto da lua."
Crystal disse: "Você não sabe nada de romance."
Harold disse: "É mais romântico pular daqui de cima. Morrer por amor. Que tal?"
Crystal: "..."
Harold tirou o casaco que valia seis dígitos. Colocou-o no telhado e disse: "Sente-se".
Crystal sentou-se ao lado dele: "Retiro o que eu disse. Você sabe ser romântico."
Ela olhou para o céu e disse: "Podemos ver mais estrelas na Vila Raio de Sol."
"Você sentiu falta de casa?" Harold perguntou.
Crystal balançou a cabeça. "Lá não é minha casa."
As bochechas de Crystal estavam brancas sob o luar brilhante. Seus cílios longos e grossos tremeram e ela sussurrou: "Não tenho casa."
Harold fez uma pausa. Quando ia dizer algo, Crystal mudou de assunto. "Sinto falta da Vila Raio de Sol. As batatas-doces de lá são deliciosas."
Harold ficou calado.
Crystal se aproximou. "Gosta de batata-doce?"
"Não gosto." Harold disse: "Se você continuar falando de batatas-doces, eu a expulso".

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