Quando os olhos deles se encontraram, os dois ficaram se encarando por um instante. Sigrid de repente cobriu os peitos com as mãos e se agachou. "Ah! Por que você tá aqui?"
"Esse é o quarto de núpcias." O tom de George era calmo, como se a mulher na frente dele não estivesse apenas de roupas íntimas, mas sim com três camadas de roupas.
Embora Sigrid tivesse abaixado a cabeça e não ousasse olhar para ele, ela conseguia imaginar que a expressão dele devia ser de indiferença, como de costume.
Não era de se admirar que a irmã tivesse dito que o homem era feito de pedra e que ele era impotente. No momento, ela estava um pouco convencida de que a irmã tinha razão!
George foi olhando para baixo até que o olhar dele pousou nos peitos dela, em uma fina marca vermelha. Ele franziu um pouco a testa e lembrou que os vestidos de noiva haviam sido feitos de acordo com as medidas de Rebecca. Parecia que o busto do vestido era muito pequeno para Sigrid.
"Tem alguns pijamas no armário do guarda-roupa. Veste eles", disse George.
Ela ergueu os olhos, com vergonha, e por acaso os olhos deles se encontraram. De repente, Sigrid ficou aborrecida e com raiva. Esse homem estava olhando para ela o tempo todo. O problema é que ele a via como se ela fosse somente um pedaço de carne, e não uma mulher. George não parecia achá-la nem um pouco atraente!
"Ai, que raiva!" Estremeceu ela.
"Cunhado... por favor, olha pro outro lado..." Ainda que soubesse que ele não a achava bonita, ela não tinha coragem de colocar o pijama quando estava só de roupas íntimas na frente dele.
George desviou os olhos para o lado e retrucou: "O seu corpo não é tão bonito. O que tem de chamativo nele?"
"O quê?" A mulher não conseguia acreditar que ele pudesse zombar da aparência dela com tanta frieza. Em seguida, ela olhou para os peitos, e depois para a cintura e para as pernas. "Onde que o meu corpo não é bonito?"
"Cego! Você é cego!"
Sigrid estava com tanta raiva que queria espancá-lo, mas não ousou demonstrar isso. Ela apenas correu até o guarda-roupa e abriu a porta para encontrar um pijama.
Coitada da mulher que se casasse com ele. Ou ele não conseguia ter ereções, ou preferia homens!
"Vem cá", ordenou George.
Sigrid foi até ele e se sentou diante dele. Ela olhou com desconfiança para a pilha de papéis que ele lhe entregou. Depois de ler as primeiras linhas, a mulher realmente ficou sem palavras.
Era um contrato entre George e Rebecca. Obviamente, era para Rebecca assiná-lo.
O contrato descrevia que ela e George deveriam agir como um casal que se amava na frente de estranhos, mas em casa não havia necessidade de contatos físicos desnecessários. Era melhor os dois ficarem longe um do outro. Além disso, enquanto fossem casados, Rebecca não poderia ter casos extraconjugais com outras pessoas.
Em seguida, havia uma linha escrita em letras miúdas: "Se tiver necessidades físicas, resolva-as por conta própria".

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