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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 79

Caroline Hart

Cheguei no restaurante aos arredores de Narrowsburg antes da hora. Discreto, caro, cheio de vidros escuros. Os seguranças já me notaram do outro lado da rua. Fingi não ver, entrei, procurei o canto mais afastado.

Não acreditava que estava indo encontrar esse homem.

Mas eu precisava. Precisava entender por que ele fez isso, quem era o homem que me trouxe ao mundo, e por qual motivo ele destruiu a minha vida.

Estar longe de Damon era uma tortura. Eu me perguntava o que ele estava fazendo, se ele estava realmente com aquela loba. A incerteza era a maior tortura para alguém;

Eu estava fragilizada, principalmente com a gravidez e tudo que estava passando. Não sabia como agir, não sabia o que estava fazendo, só sabia que eu queria respostas.

O meu querido pai não tinha chegado.

Sentei, só mexendo na bolsa, coração acelerado. Dois minutos depois, ele entrou: alto, terno impecável, cada passo um comando. Os olhos frios me avaliaram, mas o sorriso era treinado.

“Caroline.” Ele sentou, sem cerimônia. “Você cresceu.”

“Você nunca me viu crescer. Eu só te conheci pela televisão” falei friamente."

Ele fez um gesto vago. “Seu olhar é igual ao da sua mãe. Ela te amou muito, sabia?”

Balancei a cabeça. “Você não veio falar de amor, senhor governador. Por que me chamou?”

Ele respirou fundo, pousou as mãos sobre a mesa, anéis reluzindo. “Eu vim te pedir para pensar na nossa família e perdoar o seu pai. Damon Thorn tem resistido ao acordo das terras. Você pode convencer ele. A cidade inteira ganha, e eu soube que você estava tendo um tipo de relacionamento com ele.”

Meu sangue gelou. “Não é um tipo de relacionamento. Eu estou grávida dele.”

O impacto foi visível. Ele demorou para falar. “Meu neto. Eu… parabéns, Hart. Isso muda tudo. Agora, ainda mais, precisamos de estabilidade.”

“Você acha mesmo que eu ia trair o Damon?” O tom saiu mais agressivo que o planejado. “Você não entende nada de mim. E dá para ver que é um ambicioso. Nem me conheceu e a primeira coisa que fez foi querer me persuadir.”

Ele levantou o queixo. “Eu entendo que o mundo é perigoso, e que o sobrenome Thorn nunca protegeu ninguém. Essas terras... elas podem te garantir segurança. E eu posso garantir que você e o bebê nunca vão passar necessidade.”

“Eu não quero nada de você, nem seu dinheiro, nem porra nenhuma. Eu sobrevivi por quase vinte e cinco anos sem você. Não quero segurança comprada. Não quero favor. E não vou ser sua mensageira.”

Eu me inclinei, rosto próximo do dele. “Você nunca quis ser pai de uma bastarda. Só quis me controlar. Eu nunca fui filha, só um segredo. Um erro.”

Ele apertou a mandíbula. “Não diga isso.”

“Digo, sim. Você me usou. E não vou ser mais sua peça.”

Ele respirou fundo, voz baixa: “Hart, pense bem. O mundo é hostil. Sua vida pode mudar se me ouvir. Eu posso abrir portas. Ou fechar todas. Não me obrigue a ser seu inimigo.”

Eu sorri de lado, fria. “Você já é. E eu jamais trairia o Damon, mesmo que ele tivesse me traído. Eu não sou igual a você.”

O silêncio foi tenso. Ele me encarou, furioso. “Cuidado com as escolhas. A vida cobra.”

Levantei, peguei a bolsa. “A diferença é que eu aguento o preço. Você não, papai.”

Ele ficou sentado, tenso, o poder escorrendo feito gelo. Saí do restaurante, sentindo os olhares dos seguranças, o nó na garganta.

Lá fora, bati a porta, respirei fundo. A rua parecia vazia, mas um vulto parou do outro lado, encostado num carro escuro. Não olhei duas vezes. Caminhei rápido. Não estava segura, não estava livre.

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