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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 67

Caroline Hart

Eu jamais esqueceria da receita de cookies de chocolate que a minha mãe me ensinou. Ela era, e sempre será a minha inspiração na cozinha.

Retiro os biscoitos do forno e quase queimo a mão.

"Merda." murmuro assoprando o dedo."

Uma mão ligeira e quente envolve a minha cintura com precisão, olho para trás sorrindo.

"Pare com isso, ou não responderei por mim." sussurrei"

"É justamente o que eu quero."ele cochichou."

"Não quero que os funcionários me vejam diferente."

"Isso é inevitável Hart, você é diferente."

Eu alisei as minhas mãos passando-as no avental e respirei fundo enquanto soltava o ar.

"Mas vamos ser verídicos. Você era meu chefe, isso é… No mínimo errado."

"Nada é errado quando duas pessoas se querem."ele disse."

"Até mesmo um Alfa e uma humana?" franzi o cenho"

"Até mesmo isso, Caroline." ajeitou o cinto que apertava sua calça social."

"Irá sair?"

"Tenho uma reunião na construtora. Voltarei provavelmente a noite." ele se aproximou depositando um beijo em meus lábios." Até a noite."

Suspirei e fui guardar os biscoitos.

A verdade é que Damon estava estranho esses dias. Calado, observador, mais do que o normal.

Ele estava me escondendo algo como se eu não fosse capaz de lidar, ele sempre estava, e eu odiava esse fato.

Retirei o avental e sai da cozinha, a frustração era nítida em meus olhos. Eu estava vivendo um novo capítulo da minha vida, uma gravidez, e eu me sentia cansada.

Era como se algo dentro de mim estivesse mudando, e não somente devido ao bebê.

Enquanto andava até o quarto, observei a sala principal da mansão. Eu acho que nunca iria me acostumar com essa casa, era imensa.

A cozinha era enorme, toda em detalhes pretos, havia a sala de jantar, mais de cinco quartos, um enorme jardim junto a uma estufa, um salão de festas, entre outras mil coisas.

Eu passei mais um pouco cantarolando e passeando, eu acho que nunca tinha observado a casa dessa maneira. Até que cheguei em uma parte que eu não conhecia.

Havia uma porta, que dava para uma espécie de ambiente fechado, com um ofurô e uma piscina. Era deslumbrante, mas parecia estar parado há um bom tempo.

Eu parei diante da porta e observei.

"O sr Thorn não gosta de ver esse lugar. Lembra a mãe dele, era seu lugar preferido da casa." Daiana comentou me tirando do transe."

"Eu não sabia… Como eles morreram Daiana?"

"Humanos o mataram, senhora Hart." ela disse lamentando."

"Somente Caroline. Somos iguais aqui, Daiana."

"Você será a companheira do meu Alfa e dona dessa casa. Devo respeito."

"Eu não… "sussurrei,"Peço que me chame pelo nome. Mas tenho uma pergunta para você."

"Claro."

"É difícil ser uma… loba?"

"Considerando que sou desde que me entendo por gente… é incrível, tem suas partes ruins, mas a sensação de correr livre por aí é incomum Hart."

Eu sorri fraco com a resposta de Daiana, mas a cabeça já estava em outro lugar.

"Vou até a cidade comprar algumas coisas." falei, pegando minha bolsa.

Ela me olhou, surpresa.

"Vai sozinha?"

"Preciso… me distrair, e não é longe."

E antes que ela pudesse insistir, atravessei a porta da frente.

O ar gelado da floresta me envolveu assim que saí da casa. Entrei no carro e dirigi até a cidade mais próxima. Precisava de um tempo sozinha, de alguma normalidade. Algo que me lembrasse quem eu era antes de Damon, antes dos Thorn, antes dessa confusão toda.

Estacionei perto de uma lojinha de utensílios domésticos. Pequena, charmosa, cheia de coisas que me faziam lembrar da minha antiga vida. Peguei algumas formas, panos de prato, utensílios que nunca pensei que sentiria falta.

Quando estacionei perto de casa, já sentia a tensão no ar, como se algo estivesse prestes a acontecer.

Desci do carro, abrindo o porta-malas para pegar as sacolas, e foi quando ouvi.

Uma risada.

Baixa, sarcástica.

Girei rapidamente, e ali, parada a poucos metros de mim… Liana.

Vestida com aquele ar superior e provocador, como se nunca tivesse sido banida, como se ainda tivesse algum direito sobre aquela terra, sobre aquele homem… sobre mim.

"Que surpresa te ver tão… sozinha." Ela sorriu." Aliás, sozinha não… Fiquei sabendo do filhote que está esperando."

Minha boca secou.

"Você não me dá medo."

Ela inclinou a cabeça, como quem observa uma presa.

"Ah, Caroline… você é tão ingênua…"

Antes que eu pudesse me mover, senti um aperto forte me segurando por trás.

Lutei, tentei gritar, mas uma mão áspera tampou minha boca.

O cheiro me invadiu.

Eric.

"Fique quieta, humana…" ele sussurrou, com aquele tom asqueroso e satisfeito.

Liana se aproximou, pegou minha bolsa e jogou no chão.

"Vamos dar um passeio, querida."

Eu tentei me debater, chutei, arranhei… mas eles eram fortes demais.

O mundo girou, o medo me engoliu.

"Eu não vou deixar você ter esse hibrido."ela sussurrou."

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