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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 64

Damon Thorn

O dia estava mais frio que o normal, mas levando em consideração que o inverno rigoroso estava chegando.

Coloquei o casaco em Hart, e ela me encarou com os olhos de quem claramente estava chateada.

"É necessário mesmo fazer isso, Damon?"revirou os olhos."

"Sim. Precisam saber que você será a minha futura companheira."

"Eu…estou com medo. Tanta coisa aconteceu de uma vez só."

"Nunca fui bom com palavras, mas minha sempre me dizia uma coisa, que vou repetir para você: não tenha medo do amor, Hart."

Ela sorriu de lado. Um sorriso discreto, eu podia sentir o cheiro do medo, e seu coração bater mais forte.

Ao chegar, o salão da alcateia estava cheio. O burburinho dos lobos era como um zumbido irritante aos meus ouvidos. Victor estava ao meu lado, em silêncio, atento a tudo.

Levantei o queixo, respirando fundo.

“Silêncio.”

Minha voz cortou o ar, e todos se calaram se curvando, como deveria ser.

Caminhei até o centro, meus olhos percorrendo cada rosto. Não era fácil admitir, mas eu precisava ser direto.

“Eric Thorn…mesmo sendo sangue do meu sangue, traiu esta alcateia como vocês já estão cansados de saber.”

Alguns se entreolharam, outros cerraram os punhos. Eu continuei:

“Ele liderou esse ultimo ataque. Tentou enfraquecer nossa proteção. Tentou quebrar o que construímos.”

Dei um passo à frente, mais próximo da fogueira central.

“Ele está banido e isso é nítido, mas me senti no dever de avisar que a segurança da nossa matilha foi reforçada, e que isso não irá se repetir.”

A tensão explodiu em cochichos e murmúrios.

Um dos lobos ômega se aproximou, ele me encarou.

"Meu Alfa, eu sinto muito te desafiar, mas se encontramos esse traidor o mataremos."

Ele disse e todos os outros lobos ergueram a mão em apoio. Eu não podia os culpar, era do nosso instinto se defender, e quando algo nos ameaçava, o primeiro impulso era matar.

Levantei a mão, e de novo, o silêncio reinou.

Olhei para Victor, depois para o grupo.

“E tem mais.”

Caroline estava ao fundo, parada, com aquele olhar perdido. A respiração dela era irregular, e eu soube… ela não queria estar ali.

Eu a chamei com um gesto.

Ela hesitou, mas se aproximou, cada passo parecendo pesar o dobro.

A encarei, e quando nossos olhos se encontraram, eu soube o que precisava fazer.

“Esta…” toquei de leve em seu braço, “é Caroline Hart.”

Todos observaram, atentos, alguns com respeito, outros com desdém.

“Minha futura companheira… e mãe do meu herdeiro.”

O burburinho foi imediato. O cheiro da tensão, do ciúme, da dúvida… se espalhou pelo salão.

Ela abaixou a cabeça, constrangida.

Eu segurei sua mão, apertando firme, para que ela soubesse: você é minha.

Eu podia ouvir comentários do tipo "humana" um herdeiro hibrido", mas não daria ouvidos.

“Quem tiver um problema com isso, que fale agora…”

Silêncio.

Apenas o crepitar da madeira queimando.

Victor se colocou ao meu lado, como sempre.

“Estamos com você, meu Alfa.”

Assenti, sem tirar os olhos do grupo.

Me virei lentamente.

Encostada em uma árvore, os braços cruzados, o mesmo olhar desafiador de sempre.

Liana.

“De se esconder aqui quando não quer encarar o que sente.”

Ela deu um passo à frente, o sorriso irônico nos lábios.

“Vai dizer que não sente falta de mim?”

Minha mandíbula travou.

“O que faz aqui? Você foi banida.”

Ela inclinou a cabeça, se aproximando ainda mais.

“Isso nunca me impediu antes…”

A olhei de cima a baixo, com o desprezo que ela merecia.

“Agora impede.”

Ela me encarou, tentando ser sedutora, arrancou as alças do vestido se despindo.

"Que porra você está fazendo?"

"Você sente saudades, do sexo, da pele, diz que sente Damon." ela tentou se aproximar."

"Cubra- se, loba." eu ordenei," Acha que pode me comprar com uma transa? Não sou como você, que na primeira oportunidade abriu as pernas para Eric, e você jamais chegaria aos pés da mulher que eu amo agora, nem no amor, e muito menos na cama."

Me virei, pronto para deixá-la ali, na floresta, sozinha com as próprias escolhas.

“Você vai se arrepender, Damon.” ela rosnou."

Continuei andando, sem olhar para trás.

“Já me arrependi. De ter pensando em casar com uma vadia como você um dia."

O som dos meus passos abafou a respiração dela… e então, o silêncio.

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