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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 62

Caroline Hart

O envelope que meu padrasto enviou chegou no fim da tarde, deixado discretamente sobre a mesa por Daiana.

Fiquei olhando para ele por longos minutos, sem coragem de abrir. Meus dedos acariciavam a borda, indecisos, como se soubessem que ali dentro tinha algo que poderia mudar tudo.

“Vai, Hart…Não deve ter nada.” murmurei para mim mesma, respirando fundo antes de rasgar o lacre.

Espalhei o conteúdo sobre a cama: até então nada de mais. Eram cópias da minha certidão de nascimento, algumas fotos antigas minhas e da minha mãe… e no meio de tudo, uma carta.

Peguei primeiro a certidão, o coração acelerado.

Os olhos correram pela folha amarelada até parar no campo de “Pai”.

Vazio.

Nada.

Como se eu tivesse surgido do nada.

Fechei os olhos com força. Não deveria me surpreender… Meu sobrenome sempre foi somente Hart, mas doía.

Engoli seco e então deslizei a mão até a carta. O papel era antigo, a letra da minha mãe inconfundível.

“Se um dia você ler isso, Carol… saiba que fiz tudo para te proteger de pessoas como o seu verdadeiro pai.”

Franzi o cenho, sentindo o peito apertando.

“Ele tem poder… mais do que você pode imaginar. Espero que nunca precise saber quem ele é. Espero que você viva livre…”

As palavras se desfizeram aos meus olhos cheios de lágrimas.

Quem era esse homem?

Talvez ou claramente, Damon tinha razão, eu não podia me importar com esse homem, não, a essa altura do campeonato.

“Meu Deus…” sussurrei, apertando a carta contra o peito.

Do outro lado da pele, um movimento.

Parecia uma bolha estourando, ou talvez… uma onda suave.

Coloquei a mão sobre a barriga, os olhos arregalando.

“Bebê?”

De novo. Uma mexida sutil, mas clara.

Sorri, mesmo com o coração disparado e a garganta apertada.

“Você mexeu… meu Deus, você mexeu…”

Peguei o celular, sem pensar, e disquei.

Ele atendeu no segundo toque, a voz rouca.

“Hart?”

“Damon…” respirei, sentindo as lágrimas caírem sem nem perceber. “Ele… ele mexeu.”

Silêncio do outro lado, mas eu podia ouvir a respiração dele, pesada.

“Nosso filhote…” ele disse, e pela primeira vez, sua voz vacilou.

“Eu queria que você estivesse aqui…”

“Eu também.”

Fechei os olhos, imaginando ele naquela cidade fria e cheia de prédios, enquanto eu estava ali, sozinha na nossa cama.

“Volta logo…” pedi, baixinho.

“Já estou indo. Sai de Nova York há algumas horas.”

Sorri, emocionada, e antes que pudesse dizer mais alguma coisa, ele completou:

“Eu te amo, Hart.”

Meu peito explodiu de calor e medo ao mesmo tempo.

“Também te amo Damon…”

Fechei os olhos, imaginando ele naquela cidade fria e cheia de prédios, enquanto eu estava ali, sozinha na nossa cama.

“Volta logo…” pedi, baixinho, apertando o celular com força contra o peito.

“Já estou indo. Sai de Nova York há algumas horas.”

Damon ficou em silêncio por um segundo, os olhos se estreitando levemente.

“Ele é leal à alcateia. Não se preocupe.”

Mas seu tom não era tão firme quanto normalmente era.

"Eu... senti que ele estava observando a conversa."

Damon arqueou a sobrancelha.

"Vou mandar vigiá-lo. Até o mais leal dos cães pode trair em troca de um bom osso."

Antes que eu pudesse falar sobre a carta que li mais cedo, o celular dele vibrou. Ele olhou para a tela, e o semblante imediatamente ficou tenso.

“O que foi?” perguntei, sentindo a ansiedade crescer.

Ele apertou o celular com força, e a mandíbula ficou rígida.

“Eric…” ele rosnou, os olhos ficando ainda mais frios.

“Eric? Seu primo?"

Damon assentiu, os olhos agora escuros.

“Mandou os lobos atacarem parte da alcateia.”

Meu coração disparou.

“Meu Deus…”

Ele passou a mão pelo cabelo, respirando fundo, como se precisasse segurar o monstro dentro dele.

“Preciso ir.”

“Mas Damon…”

Ele me puxou pela nuca, colando a testa na minha.

“Fica aqui,estará segura. Mandarei parte dos meus lobos te vigiar. Confia em mim.”

Eu apenas assenti, sem forças para dizer nada, vendo ele entrar no carro e sumir de novo pelo portão da propriedade.

E, pela primeira vez, eu senti um medo real de perdê-lo.

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