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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 52

Damon Thorn

A raiva ainda fervia dentro de mim enquanto observava a cena se desenrolar. Liana. Após três anos, aquela loba maldita estava aqui. Como ela ousa?

No meio de tudo isso, tentando reentrar na minha vida, como se nada tivesse acontecido.

A música ao fundo parecia mais distante, os risos e conversas abafados. Ela se aproximou com aquele sorriso debochado, como se já soubesse o que iria causar.

“Damon,” a voz dela, doce e sedutora, se fez ouvir, mas não havia nada de bom naquela voz."

Meu corpo se tensa imediatamente. Eu não queria, mas a raiva foi mais forte que a minha tentativa de manter a calma.

Ela olhou para Caroline, que estava parada ao meu lado, e a expressão de Liana se tornou ainda mais maliciosa. Eu a afastei da minha mente, tentando focar na situação. Não podia me deixar envolver. Não podia.

"Você não deveria estar aqui." minha voz saiu fria, controlada.

Ela não se intimidou. Pelo contrário, ela deu um passo à frente, com aquele sorriso no rosto, como se tivesse toda a confiança do mundo.

“Você me baniu da alcateia, Damon, mas não da cidade inteira. Eu ainda faço parte disso, você sabe.” A provocação estava clara. Eu podia ver o jogo que ela estava tentando jogar.

Caroline estava quieta, mas eu podia sentir a tensão em seu corpo. A raiva dela estava prestes a transbordar, e eu sabia que precisava colocar as coisas no lugar antes que ficasse pior.

Então ela correu. E antes que eu pudesse a alcançar, a mão fria tocou segurando em meu braço.

"O que você sente por essa humana?" ela me encarou.," Ela é tão… inútil."

Eu me soltei de sua mão, a encarando com frieza. Por anos eu imaginei, o que sentiria quando a visse novamente

“Você nunca foi mais que uma distração, Liana. Você sabe disso. Não tem mais nada entre nós. A verdade é que você não me conhece mais.” Eu estava começando a perder a paciência. Eu só queria que ela fosse embora.

Mas ela não ia desistir tão fácil. “Você me baniu da alcateia, mas essa terra ainda é minha também. Eu quero voltar, Damon. Eu quero que a gente reconstrua tudo de novo. Eu sei que você sente algo por mim.”

Eu mantive a postura“Tem razão… Sinto nojo. Você está banida da minha vida. E isso inclui qualquer interação aqui. Vai embora.”

Ela inclinou a cabeça, tentando parecer desafiadora. “E você vai me mandar embora assim? Porque eu sei o que você quer, Damon. E você me quer aqui. Não importa o que você diga para essa... mulher.”

A raiva cresceu dentro de mim, e eu respirei fundo, tentando manter o controle. “Nunca. Você me traiu. Você nunca foi digna de ser minha, Liana. Agora, se não quiser que eu acabe com você, vá. Eu não vou te dar mais espaço na minha vida.”

Eu vi a expressão dela se transformar em uma mistura de frustração e desespero. Ela não estava acostumada a ser rejeitada, mas não era minha responsabilidade mais.

Ela me encarou, mas após alguns segundos já estava desacordada.

O vento cortava meu rosto enquanto eu corria, a adrenalina inundando meu corpo. Minhas mãos estavam suando, mas eu estava com ela nos meus braços, e cada segundo parecia um peso insuportável. Caroline estava tão pálida, tão frágil. Não havia mais aquele brilho nos olhos dela, e isso me aterrorizava. Por que ela desmaiou assim? O que estava acontecendo? O que mais eu estava perdendo?

Eu a segurei com mais força, sem nem perceber o quanto meus próprios músculos estavam tensionados. Cada passo que eu dava parecia um eco no meu corpo, cada batida do meu coração reverberando de uma maneira que me fazia questionar se conseguiria segurar a onda de pânico que se formava dentro de mim. Mas não havia tempo para pensar nisso agora. Só conseguia pensar nela.

“Caroline, porra,” murmurei, a garganta seca, mas ainda assim, eu a mantinha perto de mim. “Fica comigo. Fica comigo, por favor.”

Meu pensamento estava claro: eu precisava dela viva, eu precisava que ela estivesse bem. O que quer que fosse, eu não iria deixar ela se perder. Não assim. Ela estava comigo agora, e ninguém mais ia tocá-la. Ninguém.

Eu não soube nem mesmo quando comecei a dirigir. A estrada estava um borrão diante dos meus olhos. Só sabia que o hospital estava a alguns quilômetros dali.

Chegando ao hospital, eu não estacionei. Não houve tempo para isso. Estacionei na primeira vaga que encontrei, ligando o alerta e correndo com ela nos braços até a entrada de emergência.

“Me ajudem!” gritei, minha voz rouca de pânico. “Ela desmaiou. Eu não sei o que aconteceu, mas ela precisa de ajuda.”

As enfermeiras correram em minha direção assim que me viram.

Eu estava tentando me manter calmo, mas a verdade era que eu estava à beira de perder o controle, e isso me deixava mais desesperado ainda.

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