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Mamãe, você pode se divorciar do Papai? romance Capítulo 6

Palavras inocentes, porém diretas, como uma agulha, penetraram em meu coração.

Em um momento em que ele estava doente e mais vulnerável, tudo o que estava em sua mente era a mulher que o havia deixado doente.

Baixei o olhar para ele.

A doença havia claramente drenado suas forças, falou apenas algumas palavras antes de adormecer novamente.

Wesley, evidentemente, também ouviu as palavras de Afonso, e segurou minha mão: — Amor.

Eu não tinha muito o que dizer a ele, queria apenas retirar minha mão.

Wesley, no entanto, aumentou sua força, não deixando que eu a puxasse de volta: — O que aconteceu hoje foi um acidente, foi minha mãe quem decidiu por conta própria, e nosso filho, por estar doente, não falou aquilo por querer...

— Eu não sou incapaz de entender uma criança. — Eu disse, pegando Afonso nos braços e caminhando para fora do hospital: — Ele está na fase de gostar da Vitória, certamente acha que tudo nela é perfeito.

Parei por um momento, e então adicionei: — E eu proibi estritamente que ele tivesse qualquer contato com Vitória. No início, sua reação de rebeldia será intensa. Afonso não é mau por natureza, vou guiá-lo de volta ao caminho certo, mostrar-lhe quem realmente quer o seu bem.

— Mas quero que você seja fiel à sua palavra, posso considerar o que aconteceu hoje como um acidente, mas não quero que haja uma próxima vez.

Com isso, fiz uma pausa. Wesley, preocupado que eu estivesse cansada, naturalmente tomou o menino de meus braços.

— Eu prometo, amor!

Observando o filho dormindo tranquilamente nos braços de Wesley, não disse mais nada.

......

Ao chegarmos em casa.

Wesley estacionou o carro.

Vendo que o menino dormia profundamente, decidi não o acordar e estava prestes a pegá-lo para sair do carro.

Wesley já estava de pé na porta do passageiro, sua voz era muito suave: — Deixe comigo.

Então, com facilidade, pegou o menino com uma mão e estendeu a outra para mim.

Fiquei surpresa, levantando o olhar.

A luz do poste iluminava sua figura alta e os traços bonitos, como se fosse um deus em sua grandiosidade.

Wesley falou com gentileza: — Sra. Guedes, vamos para casa.

— Sim. — Suspirei interiormente e peguei sua mão de volta, afastando-me do carro: — Vamos.

Em casa, Wesley colocou Afonso em sua pequena cama.

Peguei uma bacia de água quente e levei até o quarto dele. Wesley, cooperando, tirou a roupa de Afonso, torceu a toalha e começou a limpar o corpo do menino.

Afonso dormia profundamente, e mesmo após terminarmos de limpar seu corpo e vesti-lo com o pijama, não acordou.

Apenas um grunhido ocasional no meio para expressar seu desconforto.

Wesley sorriu com indulgência ao ver isso, depois jogou a toalha na bacia e saiu do quarto com ela.

Fiquei sentada ao lado da cama, observando Afonso.

Seu comportamento em relação a mim estava cada vez mais agressivo.

Toda vez que conversamos, antes de conseguirmos ter algumas conversas calmas, ele fica impaciente e me importuna. Apenas quando dormia é que conseguíamos coexistir em paz.

— Amor. — Wesley me chamou, aproximando-se e me levantando no colo.

Instintivamente, agarrei seu pescoço, olhando confusa para o lado dele: — O que foi?

Wesley apagou a luz com o cotovelo e fechou a porta do quarto de Afonso. Ele perguntou com intenção: — O que tínhamos combinado antes de ir ao hospital?

Eu realmente havia me esquecido do que aconteceu antes do hospital. Mas, após a visita, lembro-me claramente...

Naquele momento, segurando o menino, realmente considerei a possibilidade de me divorciar de Wesley.

Mas então pensei, sem o divórcio, Vitória já estava tumultuando a vida do meu filho.

E depois do divórcio? Afonso ainda teria dias felizes pela frente? Pelo bem do meu filho, desta família, não poderíamos nos separar.

Afonso pensava que eu estava por fora da situação. Então, ele deu por certo que, enquanto continuasse a usar a avó como escudo, poderia continuar procurando Vitória como quisesse.

Mas eu decidi confrontá-lo diretamente: — Enviar você para a casa da vovó e depois para a Vitória, certo?

Afonso ficou atônito. Ele ainda era uma criança, sem experiência para lidar com essas situações, e não sabia o que fazer.

— Afonso, a partir de hoje, eu não vou mais te levar para a casa da sua avó.

Afonso, inconscientemente, retrucou: — Por quê?

Eu me impus com firmeza: — Porque eu sou sua mãe!

— Então eu não quero mais você como minha mãe! — Afonso desabou em lágrimas: — Eu quero ir para a casa da tia Vitória, quero que tia Vitória seja minha mãe!

Ele era o filho que eu carreguei por dez meses e pelo qual cuidei com tanto esforço.

Mas agora ele está dizendo que não me quer por causa de uma mulher que o levava para comer fora até adoecer...

Meu coração ardeu.

Os olhos de Afonso estavam repletos de lágrimas. Meramente chorar já não era suficiente para expressar seu descontentamento; ele olhou ao redor e, com suas mãos gorduchas, pegou o copo de água fria da mesa e o jogou com força no chão.

Os cacos de vidro se espalharam por toda parte. Assim como a água.

Minhas mãos e pés ficaram frios, não foi o copo de água fria que ele quebrou, foi meu coração, não entendo ...... não entendo como ele suportou ferir o de sua mãe por causa de uma mulher que conheceu há tão pouco tempo.

Afonso, sentindo que ainda não era o suficiente, começou a jogar no chão tudo o que podia quebrar na casa.

Wesley apareceu, vendo a sala em desordem e Afonso jogando coisas pelo chão, e franziu a testa involuntariamente: — Afonso, o que você está fazendo?

Ao ouvir a voz do pai, Afonso parou de chorar e correu para Wesley: — Pai, você não gosta muito da tia Vitória?

— Por favor, peça o divórcio da mamãe e case-se com a tia Vitória.

— Eu quero que tia Vitória seja minha mãe, quero ser uma família com tia Vitória, quero viver com tia Vitória!

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