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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 271

Artemísia

Examinei o Gama que deixarei responsável pela missão na cidade das ômegas douradas. Seu currículo é impecável, ainda assim sinto uma certa inquietação em deixá-lo à frente de uma missão tão delicada.

— Temi, garanto que o Gama é capaz de realizar a tarefa com perspicácia e sem arrancar nenhum membro dos seus preciosos ômegas.

Felipe defende o cargo do Gama.

— Mesmo assim, quero relatórios diários. E lembre a cada macho que só sairão daqui ômegas com acasalamento destinado. A não ser que Lisandro pessoalmente me procure, quero todos os pontos muito bem amarrados aqui, Gama.

O Gama me olha com seriedade.

— Entendi, Luna. Vamos tratar o lugar como sagrado, que de verdade é. Nossos machos voltarão a viver plenamente, não entraremos em extinção por causa deles. Cuidarei da missão com muito respeito. Entendo perfeitamente sua preocupação e enviarei os relatórios mais detalhados possíveis. Pode ficar tranquila.

— Obrigada, Gama. Pode trazer sua família, se quiser. A cidade é muito acolhedora. Você e sua família poderiam desfrutar bastante daqui.

— Obrigado, Luna. Minha companheira vai amar a ideia. — ele responde, relaxando um pouco.

Quando o Gama saiu, Felipe revirou os olhos e bufou. Eu nem sabia que ele era capaz disso até agora.

— O quê?

— Não tenho ideia de como o pobre Gama não correu dessa missão depois desse interrogatório todo, Artemísia.

Ele fala se levantando e me prendendo em seus braços.

— Agora que acabou a missão, quero uma lua de mel decente como Adrian e Vanessa tiveram. Sem me envolver com problema nenhum… pelo menos por uma semana. — ele fala todo possessivo.

Eu gosto da ideia.

— Você quer conhecer Arcádia? É muito bonito lá. — ofereci.

Ele começa a dar pequenos e suaves beijos pelo meu pescoço.

— Não me importo com o lugar, contanto que tenha você e uma cama só para mim.

— Tão desinteressado, meu lobo… — falo manhosa, na verdade amando sua proposta.

Começamos a nos organizar para voltar. Confesso que estou aliviada. Na verdade, sinto todos pisando em ovos ao meu redor. As meninas evitavam falar sobre roupinhas ou qualquer coisa relacionada a filhotes quando estavam perto de mim. Nem reclamar dos sintomas da gravidez acontecia.

Eu sei que tentam não me magoar, e sou grata pela consideração. Mas não quero que elas se privem de um momento tão belo e especial porque eu não consegui ter o meu.

Nos despedimos. Eu iria em um jato particular para Garras de Gelo, e elas em outro para o território humano.

— Cuidem-se. Quando meus sobrinhos nascerem, vou visitá-los.

— Você sabe que o seu quarto e o de Felipe estarão sempre preparados para receber vocês, né? — Vanessa fala.

— Sei sim, Vanessa. Vocês são bem-vindos em Garras de Gelo também.

Abraço-a e depois abraço Liliane.

— Cuide dos meus sobrinhos dourados, tá? Que a deusa te proteja todo o tempo.

Meu Deus…

Mas logo Eliz saiu. Pensei que um grande barraco se formaria. Em vez disso, ela puxou a fada pela mão direita para dentro do quarto. Não aguentei a curiosidade e disfarcei até ver Atenor entrar no quarto também.

Minha boca formou um perfeito "o".

Esse povo lobisomem é bem saidinho.

— Que cara é essa, Vanessa? Viu um fantasma?

— Vi sua mãe e Adam puxando a fada para dentro do quarto deles. Logo depois, o companheiro da fada entrou também… e estão lá.

— Imaginar eles te deixou quente? — ele perguntou, com o rosto próximo ao meu.

— Sim.

— Pode tirar isso dessa cabecinha. - ele bagunçou meu cabelo .- Minha mãe e Ania são exceções. Seres sobrenaturais, tirando os vampiros, são muito possessivos para dividir.

Ele me explica como se eu fosse uma menina, com um sorriso maroto nos lábios.

— Hum… está bem. Na verdade, não sei se aguentaria te ver com outra.

Falo passando as mãos pelo abdômen definido dele. Sinto que ele já estava se animando quando escutamos Aquiles chamar com um tom de voz urgente.

Saímos correndo e Ania e Eliz já estavam ao lado de Liliane desmaiada na cama.

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