Entrar Via

Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 257

Liliane

Eu tinha o telefone na mão e o queixo caído. Como assim Lia tinha casado com Alaric? Minha deusa… minha irmã deve me odiar nesse momento.

— Aconselho você a esperar as coisas se assentarem antes de vir para cá. Complete seus 18 anos, descubra se aquele realmente é seu companheiro. Ficará mais fácil assim. Nenhum lobo vai julgar sabendo que vocês são companheiros destinados pela deusa. De quebra, você ainda vai ser o meu casal-teste para ajudar as lobas daqui a não terem medo de um companheiro Alfa. O que acha?

— Está bem. Eu volto quando tiver completado meus dezoito anos. Obrigada por me informar tudo, Temi. Se for possível, passa meu número novo para minha irmã e minha mãe. Elas devem estar preocupadas comigo.

— Pode deixar, passo sim, cunhadinha. Agora me conta aqui… que emocionante! A noiva sendo roubada no altar. Como se sente?

— Eu fiquei um pouco confusa com esse negócio de vocês serem alfas. Eu sou uma Ômega… mas Aquiles foi um príncipe, cuidou de tudo para mim. Já me deu um cartão e eu estou comprando tudo novo. Acho que Vanessa vai falir com as economias de vocês.

Pude ouvir o som da risada dela.

— Vocês estão se prevenindo, Liliane?

— Prevenindo por quê?

— Liliane… Aquiles usou preservativo? Você tomou alguma poção contraceptiva?

Fiquei em silêncio, sequer tinha me passado pela cabeça isso até agora. Afinal não é para isso que nos unimos?

— Eu vou matar o Aquiles! Você com certeza já está grávida e ainda vai passar por sua primeira transformação! Suas pragas endiabradas querem me enlouquecer, é isso?

Ela gritou tão alto que tirei o celular do ouvido, com medo de perder a audição. Mesmo assim, continuava gritando cobras e lagartos.

Depois desligou, me deixando boquiaberta.

Passei a mão em meu ventre. Será que ela é louca mesmo… ou nós que somos?

Comecei a ouvir barulho lá embaixo. Desci as escadas de ponta de pé e encontrei Aquiles rosnando no celular antes de desligar. Logo em seguida, o telefone de Adrian tocou.

— Temi, eu vou chamar a curandeira agora mesmo. De qualquer forma, a mãe está vindo para cá com Adam, e a Ania também vai estar aqui. Nós vamos cuidar bem delas, pode deixar. Fique tranquila, eu vou te informando. Se precisar de ajuda aí, é só falar.

Todos me olharam na mesma hora, e me senti um tanto estranha. O aniversário de dezoito anos costuma ser uma data especial ; do tipo desembrulhar presentes para humanos, ou o momento em que o lobo chega para os lupinos. Mas eu ganhei um companheiro, um possível filhote e um risco de vida… tudo de uma vez só.

Como todos continuavam parados me olhando, tomei coragem.

— Bom dia, família. — falei, me encolhendo um pouco, sem graça, tentando quebrar o clima tenso.

***Artemísia

Eu andava de um lado para o outro, digitando furiosamente no celular. Enviei mensagens para minha mãe, para a fada Ania e até para a bruxa Gladis. Também mandei para Adrian uma lista com as melhores curandeiras obstetras do reino lupino, com instruções bem claras.

Eu já tinha preparado tudo para o nascimento das fêmeas de Garras de Gelo. Só não imaginei fazer da minha cunhada uma cobaia.

Enviei mensagens para Gustavo com a lista para o nosso hospital lupino. Nossas fêmeas teriam tudo do mais moderno — de maquinário a profissionais — antes mesmo de começarem a parir.

Felipe chegou perto de mim, me parando.

— Calma, carinho. Eles são adultos. São as fêmeas deles, eles são os mais interessados. Respira.

Lágrimas involuntárias começaram a descer pelo meu rosto.

— Já pensou se aquele imbecil do Aquiles perde aquela fêmea? Ele enlouqueceria. E eu prometi à Liliane que ela estava segura… prometi aos pais dela que cuidaria bem dela.

— Vai ficar tudo bem, carinho. — Ele segurou meu rosto com as duas mãos, me obrigando a encará-lo. — Você começou tudo isso porque queria que seu irmão tivesse uma família. Está tudo acontecendo conforme você planejou. Isso é uma crise de pânico. Só respira.

Ele me abraçou apertado, seu cheiro me acalmando.

— Deve me achar uma loba fraca, não é? — perguntei insegura baixinho, enxugando minhas lágrimas em sua camisa.

— Não. Eu admiro minha fêmea cada vez mais. Sua determinação em cuidar de todos ao seu redor é a característica mais linda que você tem. Eu te amo, carinho.

Felipe jogou a cabeça para trás.

— Isso é muito gostoso, carinho…

Aumentei o ritmo, mas, quando ele estava perto de gozar, se afastou.

— Ainda não. Quero estar dentro de você quando me derramar.

A forma como ele falou me deixou ainda mais molhada.

Ele me deitou novamente. Pensei que viria esfomeado, mas entrou lentamente em meu corpo, me beijando com ternura. Seus movimentos eram lentos e profundos, me fazendo choramingar.

Ficamos nos olhando enquanto ele se movia, retirando-se e entrando novamente, em uma tortura deliciosa.

Seu olhar preso ao meu… o prazer era diferente. Não era apenas carnal. Ele me amava com a alma.

Segurei seu pescoço e mordi seu lábio inferior.

— Estou chegando… goze comigo, carinho.

Ele aumentou o ritmo com algumas investidas profundas, nossos corpos se fundiram em um clímax arrebatador.

Depois dos tremores, fiquei mole sob ele.

Felipe se retirou, mas me puxou para seus braços, me fazendo sentir relaxada e segura. Senti seus lábios beijando o topo da minha cabeça.

Meus olhos se fecharam lentamente.

Felipe se tornou meu porto seguro.

Meu amor.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.