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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 249

Liliane

Temi me olha, e posso ver o espanto estampado no rosto dela; algo que raramente presenciei.

— Alaric, essa é a Luna Artemísia e seu companheiro, Felipe.

Ela me dá um sorriso hesitante. Felipe apenas inclina a cabeça para Alaric.

— Olá, Alaric.

Ela o cumprimenta, mas seus olhos voltam para mim, carregados de perguntas silenciosas.

— Meu pai me deixou a par da sua estadia na Cidade dos Ômegas. Compareça à nossa união, se ainda estiver na cidade na próxima semana.

Vi seus lábios perderem a cor. Eu sabia exatamente para onde seus pensamentos correram.

— Luna, poderíamos tomar um café amanhã? Claro… se o Alfa Felipe puder liberá-la por um tempinho.

— Tenho algumas videoconferências para fazer — ele responde com tranquilidade. — Será bom que minha Luna se distraia um pouco.

— Pela manhã, na cafeteria?

— Sim, Luna. Até amanhã.

Continuei caminhando pela beira do rio ao lado de Alaric.

— Gosta dela? — me perguntou.

— Sim. Foi um pouco embaraçoso no começo, mas ela é respeitosa, profissional… nunca a vi destratar ninguém sem motivo. Na verdade, virou uma amiga.

— Huum…

Ele suspira leve.

— Eu odiava a ideia de ter minha fêmea perto de tantos Alfas… talvez eu estivesse preocupado à toa.

O jeito carinhoso como ele disse “minha” me pegou desprevenida. E, junto com isso, veio a culpa.

Em nenhum momento pensei nele como meu. Nem agora.

Fiquei em silêncio, piscando, atordoada.

Quando chegamos em frente à minha casa, ele segurou minha mão com firmeza.

— Te vejo amanhã.

Não era um pedido. Havia um objetivo claro ali… e eu não poderia rejeitá-lo sem um bom motivo.

— Certo.

Alaric me puxou para um abraço e colou seus lábios aos meus. Correspondi, esperando — talvez inutilmente — que aquele beijo apagasse as lembranças de Aquiles.

Suas mãos deslizaram lentamente até pousarem, firmes, em cada lado do meu traseiro. Fiquei tensa.

— Isso está um pouco rápido…

— Em breve não vai haver espaço para timidez entre nós… Falta menos de uma semana para dividirmos a cama. Seria estranho continuar fingindo formalidade, não acha?

A aura suave dele me envolvia. Antes que eu conseguisse formular uma resposta, ele me beijou novamente — mais firme, mais exigente, roubando meu fôlego.

— Fique tranquila. Não vou te obrigar a nada… mas desistir não está nos meus planos.

Um sorriso ardiloso surgiu em seus lábios.

— E ele aceitou?- Temi tinha o péssimo hábito de me ler como um livro aberto. Desviei o olhar.

— Eu não dei essa chance a ele, ok? — Ela arqueou a sobrancelha. — Ele é um Alfa… é melhor manter certa distância.

— Engraçado… você não parecia com medo dele antes. Isso mudou?

Estremeci. O medo que eu tinha… era de não resistir.

— Mudou — menti, em parte. — Ver você arrancando a mão daquela loba me trouxe de volta à realidade.

— Poxa, Liliane! Você sabe que ela me provocou. Mas já que sabe como somos ciumentos… o que acha que ele faria se visse a cena de ontem?

Meu fôlego falhou. Foi como despencar de um lugar alto.

— O que você realmente quer, Temi?

Pedi um café e um mousse, tentando ganhar tempo.

— Tá bom, só vim deixar claro, Independente do que você decidir, eu continuo aqui. Você ainda tem minha amizade. — Ela deslizou a mão pela mesa, e eu a segurei. — Você sempre soube da minha situação… Eu não queria que você se envolvesse com meu irmão… que criássemos essa confusão entre nós.

Suspirei, isso me deixa aliviada.

— Eu tinha esquecido que Alfas também sofrem da síndrome da deusa… querem cuidar de tudo e todos.

Levantei os olhos para ela.

— Não precisa se preocupar comigo. Você já tem coisa demais nas mãos, Ficarei bem temi.

Ela sorriu carinhosamente.

— Mas obrigada.

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