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Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 202

Adrian

A penetro com uma estocada firme, e o gemido surpreso que escapa de seus lábios me traz uma satisfação primitiva.

Suas mãos passeiam pelo meu corpo com segurança. Ela já conhece meus pontos fracos. Minha pequena e delicada humana pode enganar com sua constituição frágil, mas é uma provocadora assumida; tão faminta por mim quanto eu por ela.

Estou me contendo para não machucá-la. Infelizmente, Vanessa não colabora.

Ela pede mais.

E quando fico um pouco mais áspero, sinto sua intimidade me receber ainda melhor.

Decido testar nossos limites.

Viro-a de quatro. Sua bunda empinada, rebolando para mim, quase me faz perder o controle. A visão me tira o fôlego.

Seguro seus quadris, impondo meu ritmo.

Depois a viro novamente e a coloco sobre mim, cavalgando. Minha mão se fecha firme em seu pescoço, não para machucar, mas para lembrar quem a conduz. Sua intimidade responde apertando meu membro de forma deliciosa.

Por Selene…

Ela vai me levar ao delírio com essa entrega.

Quando suas pernas começam a fraquejar, a coloco de bruços na cama. Seus pés tocam o chão, e ela me oferece cada centímetro sem pudor.

Deslizo as mãos por seu corpo, provocando, mantendo o controle do ritmo até sentir seu corpo estremecer.

— Eu vou querer isso outra hora… — murmuro contra sua pele. — Mas hoje vou deixar você descansar.

Vanessa cora.

— Adrian…

Levo-a para o banheiro para limparmos a bagunça.

Mas a safadinha me surpreende.

Em vez de simplesmente se lavar, despeja uma quantidade generosa de óleo de banho sobre mim e começa a testar meus limites outra vez. Meu lobo ronrona satisfeito em minha mente:

Ela valeu cada dia de espera.

Depois do banho, a convido para uma pequena caminhada. Preciso criar coragem para falar do que realmente importa.

— Quando chegarmos… haverá outra cerimônia. Uma cerimônia lupina.

— Por mim, tudo bem.

Seus olhos brilham. Ela gostou do lugar.

Respiro fundo.

— Antes disso… há algo que preciso fazer.

Ela me olha com expectativa.

Repito mentalmente ao meu lobo que ela é humana. Ele quer segurá-la e marcar seu pescoço como em batalha. Dominá-la. Amansá-la.

Mas eu quero que ela permita.

— Não quero! Seus dentes são enormes! Você me salvou só para me matar agora? Não vou alimentar essa loucura.

Isso dói mais do que deveria.

— É importante para mim que você leve minha marca. Na minha espécie, as fêmeas aceitam isso de bom grado. O macho morde… e os

dois ficam unidos. É permanente.

Ela empalidece.

— Permanente?

— Não há como apagar a marca de um companheiro.

Ela cruza os braços.

— Então você morde meu pescoço com esses dentes que arrancaram a cabeça do meu ex-noivo… e ainda injeta algo que me deixa ligada a você para sempre?

Quando ela coloca nesses termos…

Não soa nada romântico.

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