Adrian
A penetro com uma estocada firme, e o gemido surpreso que escapa de seus lábios me traz uma satisfação primitiva.
Suas mãos passeiam pelo meu corpo com segurança. Ela já conhece meus pontos fracos. Minha pequena e delicada humana pode enganar com sua constituição frágil, mas é uma provocadora assumida; tão faminta por mim quanto eu por ela.
Estou me contendo para não machucá-la. Infelizmente, Vanessa não colabora.
Ela pede mais.
E quando fico um pouco mais áspero, sinto sua intimidade me receber ainda melhor.
Decido testar nossos limites.
Viro-a de quatro. Sua bunda empinada, rebolando para mim, quase me faz perder o controle. A visão me tira o fôlego.
Seguro seus quadris, impondo meu ritmo.
Depois a viro novamente e a coloco sobre mim, cavalgando. Minha mão se fecha firme em seu pescoço, não para machucar, mas para lembrar quem a conduz. Sua intimidade responde apertando meu membro de forma deliciosa.
Por Selene…
Ela vai me levar ao delírio com essa entrega.
Quando suas pernas começam a fraquejar, a coloco de bruços na cama. Seus pés tocam o chão, e ela me oferece cada centímetro sem pudor.
Deslizo as mãos por seu corpo, provocando, mantendo o controle do ritmo até sentir seu corpo estremecer.
— Eu vou querer isso outra hora… — murmuro contra sua pele. — Mas hoje vou deixar você descansar.
Vanessa cora.
— Adrian…
Levo-a para o banheiro para limparmos a bagunça.
Mas a safadinha me surpreende.
Em vez de simplesmente se lavar, despeja uma quantidade generosa de óleo de banho sobre mim e começa a testar meus limites outra vez. Meu lobo ronrona satisfeito em minha mente:
Ela valeu cada dia de espera.
Depois do banho, a convido para uma pequena caminhada. Preciso criar coragem para falar do que realmente importa.
— Quando chegarmos… haverá outra cerimônia. Uma cerimônia lupina.
— Por mim, tudo bem.
Seus olhos brilham. Ela gostou do lugar.
Respiro fundo.
— Antes disso… há algo que preciso fazer.
Ela me olha com expectativa.
Repito mentalmente ao meu lobo que ela é humana. Ele quer segurá-la e marcar seu pescoço como em batalha. Dominá-la. Amansá-la.
Mas eu quero que ela permita.
— Não quero! Seus dentes são enormes! Você me salvou só para me matar agora? Não vou alimentar essa loucura.
Isso dói mais do que deveria.
— É importante para mim que você leve minha marca. Na minha espécie, as fêmeas aceitam isso de bom grado. O macho morde… e os
dois ficam unidos. É permanente.
Ela empalidece.
— Permanente?
— Não há como apagar a marca de um companheiro.
Ela cruza os braços.
— Então você morde meu pescoço com esses dentes que arrancaram a cabeça do meu ex-noivo… e ainda injeta algo que me deixa ligada a você para sempre?
Quando ela coloca nesses termos…
Não soa nada romântico.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...