Entrar Via

Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 185

Liliane

Senti a surpresa vacilar por um breve momento em seu corpo. Provavelmente esperava que eu saísse correndo. Afinal, alguns nos olhavam assustados, outros com pena, como se eu fosse ser devorada pelo demônio do gelo a qualquer instante.

Aquiles colocou o indicador e o polegar sob o meu queixo, fazendo-me erguer o rosto. Olhei direto em seus olhos. Ele parecia tão simpático e descontraído agora… O olhar pedia permissão, como o de um jovem casal de namorados comum. Como se fosse a coisa mais natural do mundo um Lobo Alfa real e uma ômega se unirem.

O beijo veio delicado, encantador, polido. Seus lábios foram gentis. Não houve nada explícito ou vergonhoso e, ainda assim, todos pararam o que faziam para nos observar.

Um sorriso genuíno surgiu em meus lábios, e nos dele também. Embora sua presença imponente alterasse até o ar ao redor, sua fisionomia era a de um jovem caloroso. Não havia ali o ar arrogante que eu costumava ver até nos alfas menores.

Saímos de mãos dadas pela feirinha.

Já não me importava nem um pouco o fato de ele ter chicoteado os anciãos na noite passada. No meu íntimo, eu sabia que Aquiles não faria algo assim sem motivo.

Mesmo assim, os olhares silenciosos ainda queimavam em minhas costas.

— Quer mesmo ir embora? — perguntou.

— Sim… acho que já vi tudo o que queria por hoje.

Ele sorriu largo, como um menino. Mas eu sabia melhor. Sabia que reputações como a dele não se constroem à toa. Por trás daquele sorriso faceiro existia um lobo temido e feroz.

Ao fazermos a volta, a professora ainda estava com a boca entreaberta, como se quisesse me advertir do perigo iminente.

Acenei para ela e lhe dei um lindo sorriso de despedida.

— É sempre assim quando você chega aos lugares? — sussurrei, sem saber até onde podia me intrometer em seus assuntos.

Embora, naquele momento, eu já suspeitasse da resposta.

À medida que nos afastávamos da feirinha, o clima entre nós mudava. Estava leve… cheio de promessas.

— Sou um lobo real. Quando eu chego, é para resolver a situação. Normalmente são casos extremos, que exigem medidas extremas, Liliane. Isso não me traz uma boa reputação, como pode perceber — disse. Ele já não estava encolhido; os ombros e a postura exibiam toda a sua altivez natural.

Não deixei de pensar que eu era como aqueles insetos atraídos pela beleza do fogo… e que acabam morrendo queimados.

Melhor colocar os pés no chão, Liliane, fiz uma nota mental. Não cabe a uma ômega sonhar tão alto.

— A você não preocupa sair com uma ômega? O que sua família dirá?

O olhar dele foi atrevido por um instante, mas logo se tornou sério. Preocupado.

— Na minha família já houve uma loba sacrificada. Eu sei que existem diferenças entre nós, mas quero me comprometer com você… não com seu passado ou com a linhagem das nossas famílias. Artemísia me fez mil e uma recomendações sobre sua linhagem ômega pura oriental; ele riu, piscando um olho de forma sedutora, tentando descontrair. Mas nós dois sabíamos que a linhagem dele era indiscutível.

Logo ficou realmente sério.

— Isso me preocupa, sim… mas não da maneira que você imagina. Falta pouco para você descobrir seu companheiro. Sua ligação de alma. E tudo o que penso é que eu poderia matar qualquer outro que chegasse perto de você.

— Quer me assustar?

— Não. É apenas a verdade. Talvez eu não matasse se ele fosse de bom caráter… mas eu ficaria solitário novamente.

— E se fosse você o meu companheiro? Não se importaria de estar atrelado pelo resto da vida a uma ômega?

— Como você já deve ter ouvido… sou amaldiçoado, Liliane.

— Como funciona essa maldição? As pessoas falam demais… nem sei no que acreditar.

Ele olhou para o céu, escolhendo bem as palavras. Respirou fundo. Depois, fitou-me atentamente, como se quisesse decorar minha reação.

— Nunca poderei dar filhos à minha companheira.

Minhas pernas ficaram moles. Disfarcei.

Meu corpo respondeu de imediato, ficando ainda mais úmido pela expectativa. Quando afastou minha calcinha e seus dedos me tocaram, ele soltou um pequeno gemido.

— Está tão molhada… tão pronta. Isso é um convite irresistível, sabia?

Balancei a cabeça, incerta. Meu corpo tremia, ansioso demais para pensar.

Mas ele retirou a mão, sem aplacar minha necessidade.

Desci do seu colo e passei as mãos pelo cós da calça dele, libertando seu membro ereto, que já vertia algumas gotas na glande. Ajoelhei-me por impulso e lambi a parte avermelhada e inchada, querendo sentir seu gosto.

O gemido que ele soltou fez meu ventre aquecer e latejar.

Coloquei o máximo que consegui dentro da boca — nem cheguei à metade. Talvez não estivesse fazendo direito. Olhei para cima. O olhar dele era puro deleite.

Ele então guiou minha mão até a parte que minha boca não alcançava. Enquanto eu o envolvia com os lábios, minha mão massageava o restante.

— Liliane…

Ele segurou meus cabelos e me afastou quando chegou ao ápice, derramando-se no chão.

— Minha vez.

O sorriso dele não tinha nada de inocente quando me colocou no sofá, de costas para ele. Apoiei os braços no encosto, o quadril empinado. Aquiles abaixou minha calcinha lentamente e se ajoelhou.

Senti seu rosto inteiro em minha intimidade, lambendo, pressionando, às vezes puxando com os lábios. Pela deusa… tentei me conter. Tentei me afastar, como ele fizera comigo.

— Não se afaste. Eu quero sentir o seu gosto.

Meu corpo reconheceu aquilo como uma ordem. No mesmo instante, algo elétrico percorreu cada parte de mim. Minhas forças se esvaíram quando a sensação me atingiu com potência avassaladora.

Quase despenquei.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.