Entrar Via

Laçando o supremo que me traiu. romance Capítulo 149

Vanessa Bragança

— Ele arqueou a sobrancelha, foi ao outro quarto e voltou com um telefone grande, preto, com uma pequena antena.

— Funciona via satélite. Você tem cinco minutos. Diga que está em um resort sem sinal para espairecer; se não, ele vai querer rastreá‑la e você ficará presa aqui com ele.

Digitei o número do meu pai rapidamente, antes que ele pudesse mudar de ideia. No terceiro toque, ele atendeu.

— Vanessa?

— Pai. — Falei do jeito que Adrian mandou; eu não queria que ele desistisse da vida por minha causa. Disse que precisava de um tempo — talvez um ano sabático.

Quando desliguei, meia hora depois, entreguei o telefone a Adrian a contragosto. Ele saiu com o aparelho; logo depois Vera chegou com uma bandeja cheia de comida, mas Adrian não veio me fazer companhia.

À noite, Vera me trouxe uma pilha de caixas:minhas primeiras encomendas tinham chegado. Comecei a provar as roupas — vestidos colados e brilhantes, com cordinhas nas laterais que deixavam a pele à mostra; shorts jeans curtíssimos, rasgados e desfiados. Ri sozinha diante do espelho.

Ver‑me com aquelas roupas fazia‑me sentir como se uma segunda personalidade tivesse nascido depois que Gabriel Santos me enganou e usou por três anos. Lembrar das surpresas românticas e de como ele manipulou meus desejos mais íntimos me incomodava. Eu lhe entregara a virgindade e atendia a todos os seus desejos. Melhor não pensar nisso, por quê o miserável era muito bom de cama.

Na primeira semana fiquei triste; mas ele não merece minha meu luto. O que eu preciso é resolver o problema de descobrir quem havia colocado Gabriel na minha vida. No dia seguinte levantei cedo e procurei algo útil para fazer.

— Adrian.

Deixei a mansão havia menos de quatro horas; minha mente ia e vinha, presa às curvas deliciosas de Vanessa. Preciso de um tempo dedicado à minha lua, pensei. Quero explicar quem sou antes de deixar minha marca nela. Só de imaginar, meus dentes de guerra já começavam a salivar.

Peguei o celular e disquei para Artemísia.

— Temi?

— Mudou de ideia e resolveu me ajudar, Supremo? — ela provocou, já em tom de brincadeira.

— Já disse que não posso me meter nisso, Temi. — dava para ouvi‑la bufar do outro lado; quase pude ver o revirar dos olhos.

— Então o que você quer?

— Achei minha companheira. Preciso ajudá‑la a resolver um probleminha e... — calquei a voz.

— Pelo jeito tenho uma humana insaciável aqui. Então, do que gostou em mim? — provoquei.

— De te abraçar, de te beijar. O que mais posso fazer por aqui? Se estiver cansado... — ela disse, afastando‑se ligeiramente. Meu lobo choramingava pela falta do calor dela; puxei‑a de volta.

— Não adianta me seduzir achando que vou deixá‑la ir embora. Pode esquecer, humana.

Falei, abraçando‑a e prendendo‑a em meus braços. Ela traçou um caminho pelo meu peitoral com os dedos delicados.

— Seu corpo não é nada mal. Aposto que as garotas se jogam em cima de você aos montes.

Arqueei uma sobrancelha. Então estive ansioso a toa. Ela nem tinha se dado conta.

— Elas se jogam sim. Mas você foi a primeira com quem me deitei.

Vanessa me olhou como se eu fosse crescer chifres.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.