Vera Neto achou que tinha ouvido errado, incapaz de entender: — Por quê? Ela é a Pérola, minha filha, sua irmã! Ela está viva, finalmente nos reencontramos! Por que não ir atrás dela?
Carlos recostou-se na cadeira e disse: — Ela agora vive uma vida tranquila, sem preocupações. Ela tem uma vida nova. Você quer que ela volte a ser como antes? Se for atrás dela, só vai arrastá-la de volta para a lama.
Carlos sentia que o amor verdadeiro era desejar que a irmã fosse feliz, não forçá-la a ficar amarrada à família Farias.
Afinal, antigamente, não houve um só dia na família Farias em que Pérola tivesse sido feliz.
Além disso, se Pérola estava viva e não havia voltado para reconhecê-los, devia ter seus próprios motivos.
Sendo assim, ele optou por respeitar a vontade dela.
Vera franziu a testa: — Mas você já pensou no Enzo?
— Por mais que todos nós tratemos bem o Enzo, não se compara à Pérola acompanhando o crescimento dele. Afinal de contas, ela é a mãe dele!
Vera Neto sentia que a criança ainda era muito pequena. Com apenas três anos, nunca ter experimentado o que é o amor materno era muito cruel para ele.
Carlos deu de ombros: — Mulheres querendo se casar com o Ricardo Gomes não faltam. Elas vão fazer de tudo para agradar o Enzo. Ele não precisa, necessariamente, da minha irmã.
Vera se opôs ainda mais: — O que quer dizer com isso? Que o Enzo deveria chamar outra mulher de mãe? Você acha isso justo com a sua irmã?
E como você sabe se essas mulheres vão tratar o Enzo com sinceridade? Ou se será apenas um teatrinho para agradar o Ricardo Gomes?
Carlos não disse mais nada.
Vera suspirou baixinho.
— No caminho de volta, liguei para o Ricardo Gomes. Ele me disse que o fato de Pérola nos ignorar pode não ser algo proposital... Depois do acidente, ela perdeu a memória.
Carlos ficou perplexo: — Perdeu a memória?
— Portanto, ela só se esqueceu de nós. O dia em que ela se lembrar de tudo, você acha que ela vai ter coragem de abandonar o próprio filho biológico?
Na sala, ninguém mais falou nada.
Enquanto isso, na casa dos Farias.
Após a saída de Vera Neto e Fábio Farias, Marta acompanhou Jade de volta ao quarto.
— Jade, você está bem mesmo? Não quer ir ao hospital dar uma olhada?
A expressão de Jade não parecia nada boa, e ela segurava a cabeça, parecendo muito fraca.
Como se tivesse tomado uma decisão firme, Jorge saiu do quarto sem hesitar.
Na sala, Otávio e Marta estavam sentados no sofá, esperando por ele.
— A Jade adormeceu?
Jorge assentiu, esticou as pernas e sentou-se no sofá.
Uma empregada, ao lado, serviu-lhe chá.
Marta disse: — Pelo que vi, acho que a Jade ficou muito afetada hoje, o rosto dela estava péssimo.
Jorge não confirmou nem negou.
A chegada de Vera e Fábio foi inesperada, mas onde houve uma vez, haveria duas. Eles haviam sido expulsos agora, mas em poucos dias poderiam voltar para causar problemas.
Deixar Jade no país ainda representava um risco.
Jorge disse, de repente: — Mudei de ideia. Acho melhor voltarmos e fazermos o casamento no exterior.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Jogos de Amor: a escolha melhor
Mais um livro colocado na biblioteca do esquecimento 😔...
Vai ter continuação?...
Porque os nomes estão tão diferente...
Vai parar ou continuar com livro os leitores merece uma explicação...
A autora não interage com os leitores?...
Quantos capítulos vai ter tá difícil continuar engolindo essa Vanessa tem mais de 500 capítulos dela atrapalhando o Ricardo parece um banana nem parece aquele cara temido do início...
Cadê as atualizações...
E Ricardo tu tava a cara de pau de deixa Vanessa próxima a tu a criança...
A ponto agora ela vai que troca mais por favor autora (o)por favor não TROCA NÃO...
Esse irmão da Vanessa e vilão tbm ele tá com clara intensão de ajuda a irmã dele tomara que ele não prejudique a pérola e Ricardo...