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Irresistível! Armadilha Sedutora do Ex-Tio! romance Capítulo 989

O canto dos lábios de Isabella se curvou levemente. “Você acabou de voltar, eu sei que nessas duas semanas vai estar muito ocupado. O Sr. Hector vai querer te reunir, com certeza você não vai ter energia pra cuidar de mim. Fica tranquilo, eu também vou fazer algumas coisas pra te ajudar. O importante é a gente se esforçar junto e tomar logo essa posição de chefe da família. Assim, seu pai vai devolver seu filho pra você, não é?”

Jackson ficou em silêncio, abrindo os olhos devagar.

Quando seus olhares se cruzaram, havia apenas sinceridade no fundo dos olhos de Isabella.

Ela já sabia da existência da criança, que era o ponto fraco de Jackson, mas não ligava pra isso.

Desde o dia em que decidiu deixar pra trás tudo do passado, ela dissera a si mesma que bastava que Jackson estivesse vivo.

Jackson a abraçou ainda mais forte, como se quisesse fundi-la ao próprio corpo.

“Aquela criança... depois eu te conto com calma.”

Isabella estava deitada, percebeu que ele tremia levemente e não conseguiu deixar de perguntar: “Não vai me dizer que é meu filho, né?”

Aquela louca lá da Cidade Brilhante, no bairro da Baía das Palmeiras, também tinha falado de criança, de gravidez, mas ela era doida, ninguém sabia se o que saia da boca dela era verdade.

Depois dessa pergunta, Jackson só afundou a cabeça no pescoço dela e ficou quieto.

Ele sempre fora assim, não soltava uma palavra se não estivesse preparado.

Isabella ficou olhando pro teto, pensando mil vezes se havia alguma chance de aquela criança ser dela.

Impossível ter tido um filho e ela mesma ter esquecido completamente, não é?

Ela só sentia dor de cabeça e acabou se aconchegando mais perto dele. Os dois acabaram adormecendo assim.

*

Do outro lado da cidade, Antônio tinha acabado de deitar quando ouviu alguém batendo loucamente na porta, gritando: “Antônio! Deu ruim! Deu ruim!”

Antônio levantou, jogando o roupão por cima, com o rosto cheio de irritação. “Já é de noite, tá berrando por quê?”

Fagner só recobrou a consciência às sete da manhã, apertando o punho com força.

O médico, ao lado, avisou: “Senhor Fagner, não pode se exaltar ou o ferimento vai abrir de novo.”

O peito de Fagner subia e descia de tanto ódio. Só de lembrar do desgraçado que encontrou na arena, queria arrancar a carne do outro, beber o sangue dele.

Antônio ficou ao lado da cama, vendo o único filho destruído daquele jeito, fechou os olhos com força.

“Fala logo, o que foi que aconteceu?”

Fagner agarrou o lençol, os lábios rachados. Contou como apostou com o outro, depois mordeu tão forte a boca que quase sangrou.

“Foi isso. Aquele desgraçado só teve sorte! Pai, você tem que vingar por mim! Minha vida acabou, foi tudo por água abaixo, o que eu fiz pra merecer isso, meu Deus...”

Antônio quase desmaiou de raiva ao ouvir isso. “Idiota! É óbvio que armaram pra você e mesmo assim não percebe? Agora tá assim e ainda não entendeu nada! Como é que eu fui ter um filho tão burro desse jeito?”

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