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INVENTEI UM NAMORADO E ELE ERA MEU NOIVO BILIONÁRIO romance Capítulo 89

Acordei na manhã seguinte com o corpo ainda dolorido, daquele jeito que um corpo só fica dolorido depois de sexo bom. Três vezes. Lembrei com um sorriso involuntário no rosto. Praticamente não tínhamos conseguido tirar as mãos um do outro a noite inteira.

— No que você tá pensando?

Nem tinha percebido que Arthur já estava acordado. Ele permanecia praticamente imóvel ao meu lado, mas agora me encarava com uma diversão tranquila que combinava perfeitamente com a luz suave entrando pelas janelas de vidro.

— Que foi uma bela noite de núpcias.

— Foi, não foi? — Ele me puxou para um beijo. — Banho. Precisamos sair em alguns minutos.

— Sem café da manhã? — protestei.

Arthur riu, claramente achando graça da minha indignação.

— É claro que dá tempo para o café da manhã.

Ele se levantou, completamente nu, sem nenhuma cerimônia, e me puxou para fora da cama com aquela facilidade física que eu ainda estava aprendendo a apreciar. Fomos para o banheiro, que tinha um box quase tão grande quanto meu antigo quarto na favela, com pedras escuras nas paredes e um chuveirão que parecia mais uma instalação de spa do que um banheiro comum. Ligamos a água, e ele me puxou para debaixo do jato quente, as mãos dele já percorrendo minha cintura com uma calma que contrastava com o jeito como ele me beijava — fundo, demorado, sem pressa nenhuma de parar.

A água escorria entre nós, descendo pelos ombros dele, pelo meu pescoço, enquanto as mãos foram subindo e os beijos foram descendo, e em poucos segundos eu já tinha esquecido completamente o motivo pelo qual estávamos ali. Senti ele duro contra mim, o corpo colado ao meu sob o vapor que subia ao nosso redor, e por um instante a ideia de qualquer compromisso do dia pareceu absurdamente distante.

Mas a questão é que não era qualquer compromisso. Era nossa viagem de lua de mel!

— Arthur! — Brinquei, empurrando ele de leve. — Não vou trocar café da manhã de hotel chique por sexo!

Ele riu abertamente, a água escorrendo pelo rosto.

— Você e suas prioridades!

Ainda assim, me beijou de novo, me pressionando contra a parede fria do box.

— Tem certeza?

— Hum... não tanta... — admiti, sem conseguir conter o sorriso. — Mas acho que não temos tempo.

— Tudo bem. — Ele acabou cedendo, com um suspiro teatral. — Mas vou cobrar em dobro na nossa lua de mel.

O lugar era exatamente do nível que se esperava de um estabelecimento como aquele — mesas espaçadas com toalhas brancas impecáveis, talheres de prata reluzindo sob a luz que entrava pelas janelas enormes, uma estação de frutas frescas cortadas com precisão quase cirúrgica, outra de pães artesanais ainda quentes saindo do forno em intervalos cronometrados, mais uma de ovos preparados na hora por um chef de touca branca que parecia genuinamente interessado em cada pedido individual. Música clássica tocava baixinho, quase imperceptível, e o cheiro de café fresco se misturava com o de pão recém-assado de um jeito que deveria ser ilegal. Os outros hóspedes circulavam com aquela elegância matinal de gente acostumada a hotéis assim — roupas leves mas caras, óculos escuros pendurados no decote mesmo estando do lado de dentro, conversas baixas em vários idiomas diferentes que se sobrepunham formando um burburinho internacional e discreto.

Nos servimos, e havia tanta comida disponível que eu mal sabia por onde começar. Mas com certeza sabia que o prato que tinha nas mãos não era onde eu ia terminar — já estava de olho numa segunda volta antes mesmo de me sentar.

Nos sentamos para comer, e fomos conversando sobre besteiras da festa do dia anterior, enquanto riamos sobre como Geórgia tinha dançado sem parar até quase desmaiar.

— E você viu a cara da sua mãe quando os garçons começaram a servir o bolo de choco...

Parei de parar no meio da frase quando me dei conta de quem vinha correndo na nossa direção, claramente desesperada, atravessando o salão de café da manhã sem se importar com a elegância do ambiente ao redor, derrubando quase um carrinho de chá no caminho enquanto alguns hóspedes a olhavam com aquela reprovação silenciosa de gente que não está acostumada a ver pressa em lugar nenhum.

— Aí estão vocês! — Genevieve chegou eufórica, o cabelo bagunçado, ainda. Parou diante da nossa mesa, olhando de um para o outro, claramente sem saber como começar o que tinha vindo dizer. — Eu tentei ligar, mas...

— Desligamos os telefones — respondemos praticamente ao mesmo tempo, trocando um olhar rápido e divertido.

Tínhamos desligado mesmo. Nada de interrupções. Queríamos aquele tempo só para nós, especialmente considerando que era bem capaz de Arthur receber ligações de negócios mesmo tendo praticamente todos os sócios na festa de casamento poucas horas antes e que deveriam muito bem imaginar o que ele estaria fazendo com sua noiva naquele momento.

— Eu não... — Genevieve tentou continuar, a voz falhando. Então ela só balança a cabeça negativamente e diz: — É sobre o Augusto. Vocês deveriam vir comigo.

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