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Humilhada E Abandonada, Mas No Final Ela Venceu romance Capítulo 311

"Você nunca o criou. Não vai receber um centavo," disparou Denton. "E se continuar insistindo, não espere que eu cuide de você quando envelhecer."

Michael se calou. Essa visita à casa lhe mostrou o quão implacável Denton podia ser. Se Denton dizia que o cortaria, era pra valer.

Michael não podia se dar ao luxo de perder tudo.

Já havia enterrado um filho. Não podia perder outro.

"Michael, você precisa lutar por isso. É seu por direito de nascimento," os parentes insistiam, tentando incitá-lo.

Adriana olhou diretamente para eles. "Mesmo que ele consiga, nenhum de vocês verá um centavo," disse ela, puxando um laudo da bolsa e colocando-o sobre a mesa. "Estou grávida. Curtis me contou que a família tem uma regra: ninguém é avisado antes de três meses. Já estou no quarto mês. Esta criança é dele. Pelas regras dos Lincoln, nenhum de vocês pode tocar na herança, e todos os ramos da família devem contribuir para criar o bebê."

Harold tinha sido generoso. Permitiu que os ramos colaterais vivessem do sucesso do Grupo Lincoln. Deu apoio. Criou regras para manter a família unida. Mas essas pessoas? Pegaram tudo e agora se devoravam como abutres.

Os Lincoln ficaram tensos. Nenhum deles teve coragem de dizer mais nada.

Vieram achando que ganhariam algo. Agora parecia que sairiam de mãos vazias — e talvez até perdessem dinheiro.

"Se não quiserem contribuir, tudo bem. Os repórteres ainda estão lá fora. Vamos oficializar e cortar os laços agora," disse Adriana, levantando-se. Fez questão de não ser em particular. Queria que cada um deles dissesse isso diante da imprensa e do retrato de Curtis. Que estavam rompendo com ele.

O sangue sumiu do rosto deles. Afinal, o homem estava morto.

Mas ninguém queria problemas depois. Então se levantaram, disseram as palavras e saíram sem olhar para trás.

Michael percebeu a mudança e não ficou por perto. Saiu de fininho.

Assim que o funeral terminou, Adriana enxugou o rosto e sentou-se na sala de estar. Começou a organizar as coisas que Curtis havia deixado.

"Denton, acabou. Vamos. Lily está esperando por você em casa. Ela não tem onde ficar. Você é tudo o que ela tem," apressou Savannah, sem perder tempo.

A casa que comprou estava toda mobiliada, pronta para morar. Tinha câmeras escondidas por todos os lados. Era uma armadilha completa.

Agora que Curtis estava fora do caminho, Savannah mal podia esperar para flagrar Denton em falso e apertar ainda mais o cerco sobre o Grupo Lincoln.

Adriana continuava no escritório, organizando cuidadosamente os pertences de Curtis. Pegou alguns itens importantes e foi até o cofre. Queria guardá-los em segurança. Mas então parou. Não sabia a senha.

Tentou as combinações que Curtis sempre usava no celular e nos aplicativos. Errado. Tentou de novo. Errado de novo. Mais uma tentativa. Ainda errado. A tela piscou em vermelho. Três tentativas falhas. O cofre se bloquearia.

Adriana parou. O peito subiu numa inspiração profunda. Digitou sua data de aniversário.

O cofre se abriu com um clique suave e mecânico.

Ela ficou ali, paralisada. As mãos suspensas sobre o teclado. Demorou para voltar a si.

Curtis usara sua data de aniversário como senha.

Abriu devagar. Dentro havia várias pastas cheias de documentos de trabalho. Não tocou nelas. Não estava pronta para vasculhar os arquivos de negócios dele. Só queria guardar suas coisas e fechar. Mas ao se inclinar, algo no fundo chamou sua atenção. Uma foto.

Tinha sido tirada na antiga propriedade dos Lincoln em Govendale. Curtis era só um adolescente na imagem, sentado ao lado de um grande golden retriever. E bem ao lado dele... uma garota com os olhos cobertos por ataduras.

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