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Herdeiro Oculto: O Arrependimento do Bilionário romance Capítulo 299

Maison lançou a Isabela um olhar tranquilizador e então disse à avó do outro lado da linha:

— Se Catarina ainda estivesse viva, com certeza viria procurá-la.

A avó não acreditou e, como se estivesse se agarrando à última esperança, disse:

— Talvez seja amnésia, sim, amnésia.

Maison estava com preguiça de discutir. O mais importante agora era mudar a opinião pública a seu favor.

— Vovó, tem algo que eu ainda não tive a chance de te contar. — Maison fez uma pausa, pensando que era hora de revelar, e então disse: — Catarina é Laisa.

Houve silêncio do outro lado da linha. Logo em seguida, ouviu-se o som dos passos apressados do mordomo, gritando:

— Senhora! Alguém venha depressa! A senhora desmaiou!

Isabela reagiu rapidamente, pressionando o botão de silenciar.

— Maison, o que está acontecendo! Como assim Laisa ainda está viva? E quanto a Catarina?!

Ele havia escondido muita coisa dela! Os olhos de Isabela estavam arregalados, como se fosse fulminar Maison com o olhar.

Ele tossiu levemente e explicou:

— O rosto de Laisa apresenta sinais óbvios de cirurgia plástica. Especialistas dizem que a cirurgia foi feita há no máximo seis meses. Depois que Laisa morreu, pedi para alguém comparar o DNA dela com o de Catarina, e elas são a mesma pessoa.

Isabela sentiu que ia desmaiar, assim como a avó. O que Catarina estava buscando? Nos últimos dias de sua vida, em vez de aproveitar a vida, continuou causando problemas. Dessa perspectiva, Catarina se assemelhava mais à avó de Maison do que ao próprio Maison. Mesmo em idade avançada, não deixava as pessoas ao seu redor terem vida fácil.

— Foi Marco Paulo quem a salvou?

A expressão de Maison era séria.

— Nenhuma evidência foi encontrada.

Assim que ele terminou de falar, a voz fraca e ofegante da avó veio do outro lado da linha:

— Maison, eu quero justiça para ela. Quem é que a está perseguindo implacavelmente, fazendo-a sofrer duas vezes...?

Maison ligou o microfone, dissipando seus pensamentos anteriores:

— Vovó, Catarina faleceu. Seu corpo foi roubado e substituído. Por favor, aceite meus pêsames.

De toda a família, apenas a avó lamentou Catarina.

— Por que o corpo dela foi roubado? Será que alguém fez algo de ruim a ela, a ponto de não deixarem nenhuma evidência?

Era exatamente isso que Maison queria. Quanto mais forte fosse a opinião pública, mais vantajoso seria para ele.

— Vovó, antes de eu voltar para Cábralia, por favor, acompanhe o andamento deste caso. Se for necessária uma recompensa, eu cobrirei todas as despesas.

A avó chorou ao dizer:

— Está bem.

Seus soluços eram tão dramáticos que ela foi ainda mais exagerada do que quando o avô faleceu décadas atrás.

Guardando o celular, Maison caminhou até a cabine de comando do iate e o conduziu em direção à costa. Isabela correu por trás:

— Maison, percebi que você é muito bom em guardar segredos. Laisa já foi embora há tanto tempo, e você só está me contando agora!

Maison a calou com apenas duas palavras:

— Uns aos outros.

Isabela ficou sem palavras. Ela sempre tivera a impressão de que Maison possuía um ar relaxado e autossatisfeito, como se estivesse no controle total da situação.

— Vou te levar de volta ao hotel agora.

O voo do parque industrial de Portilo até aquela cidade litorânea durava cerca de três horas. Considerando o tempo que Isabela precisaria para arrumar as malas, era o momento ideal para voltar.

Assim que desembarcaram, alguém correu e entregou a Maison uma passagem de avião; parecia que não havia tempo suficiente para solicitar um voo particular.

Isabela pareceu confusa.

— Você não disse que ia ficar?

Nos últimos dias, ela sentira verdadeiramente a alegria de viver uma vida despreocupada com Maison, esquecendo todas as trivialidades da vida e vendo o mesmo rosto todas as vezes que acordava ou ia dormir.

— Não era isso que estávamos esperando? — Maison a puxou rapidamente. — Isabela, lembre-se disto: não importa o quanto Marco Paulo a ameace, sempre haverá alguém para apoiá-la.

Isabela olhou para ele atordoada. Essa foi a primeira vez que alguém lhe disse com firmeza que a apoiaria. Após o falecimento de seus familiares, ela havia trabalhado arduamente por conta própria. Já era uma bênção que não a impedissem de progredir, muito menos que lhe oferecessem apoio.

Ela olhou para as mãos entrelaçadas deles, os olhos marejados de lágrimas. Inconscientemente, apertou-as com mais força, a voz embargada pela emoção:

— Sim, obrigada.

Esta afirmação parece distante. Dá a sensação de que o divórcio é iminente.

— Obrigada a quem?

Isabela olhou para ele e disse:

— A você.

O perfil de Maison era insondável.

— Quem sou eu?

Isabela permaneceu em silêncio. Com os papéis do divórcio em mãos, ela não conseguira se obrigar a ligar para ele; não ligar para o ex-marido já era um grande favor.

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